Reino Unido confirma dois casos de coronavírus

Reino Unido confirma dois casos de coronavírus

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Tocando de Primeira

Duas pessoas da mesma família testaram positivo para o coronavírus no Reino Unido, informou o chefe médico do Departamento de Saúde do país. Informações preliminares indicam que os pacientes estavam hospedados em um hotel no condado de Yorkshire, no norte da Inglaterra, antes de serem encaminhados para um centro especializado em Newcastle na noite de quinta-feira (30/01).

Até o momento, quase 10 mil casos do coronavírus foram confirmados, a imensa maioria na China, onde 213 pessoas morreram.

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Houve 98 casos em outros 18 países.

No Brasil, nove casos suspeitos estão sendo investigados em seis Estados.

Segundo Chris Whitty, chefe médico do Departamento de Saúde do Reino Unido, o NHS (Serviço de Saúde Pública britânico) está “extremamente bem preparado para o tratamento de infecções” e busca rapidamente tentar identificar os contatos que os pacientes tiveram para evitar uma maior disseminação da doença.

“Estamos nos preparando para casos britânicos de novos coronavírus e temos medidas robustas de controle de infecções para responder imediatamente”, disse.

Whitty disse que o Reino Unido está trabalhando em estreita colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade internacional enquanto o surto na China se desenvolve “para garantir que estamos prontos para todas as eventualidades”.

Ian Jones, professor de virologia da Universidade de Reading, na Inglaterra, disse que a possibilidade de uma maior disseminação é “mínima” porque os casos foram detectados cedo.

“Para a maioria dos que contraem esse vírus, o resultado será uma doença respiratória leve da qual se vão se recuperar”, afirma.

Era uma situação “que não deveria causar alarme indevido”, acrescenta Jones.

Na quinta-feira (30/01), a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o surto uma emergência global.

O número de casos de coronavírus em todo o mundo já ultrapassou o da epidemia de Sars, que se espalhou para mais de duas dezenas de países em 2002.

Atualmente, a taxa de mortalidade para a nova cepa de coronavírus é baixa, de 2% – menos que a Sars, com 10% e o Ebola, com 70%, diz Whitty.

Mas essa taxa pode subir se mais pessoas hospitalizadas morrerem ou se for descoberto que há muitas outras pessoas com sintomas leves.

Segundo James Gallagher, especialista em Ciência e Saúde da BBC, a descoberta dos casos dará início agora a um verdadeiro “trabalho de detetive” para descobrir se os dois pacientes acabaram contagiando outras pessoas.

Médicos alemães confirmaram a tese de que é possível passar o vírus adiante ainda que a pessoa infectada não tenha desenvolvido sintomas. Esse rastreamento é uma das maneiras pelas quais o vírus pode ser contido no início do contágio em um determinado local.

Fonte: Terra

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