OMS alerta para a necessidade de monitorar Covid-19 em animais domésticos e selvagens

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Embora a pandemia de  Covid-19 seja impulsionada pela transmissão entre humanos, o Sars-CoV-2 também pode infectar outras espécies animais. Temendo o surgimento de novas variantes de preocupação e a formação de reservatórios animais, a OMS (Organização Mundial da Saúde), a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e a OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) publicaram nesta segunda-feira (7) uma declaração conjunta alertando para a necessidade de monitoramento de casos da doença na vida selvagem.

Gorilas do zoológico de Atlanta, nos EUA, foram infectados com o Sars-CoV-2 em novembro de 2021

Gorilas do zoológico de Atlanta, nos EUA, foram infectados com o Sars-CoV-2 em novembro de 2021

ERIK S. MENOR/EFE/EPA

As organizações destacam que, além dos animais domésticos, os selvagens de vida livre, em cativeiro ou de criação podem ser infectados pelo vírus causador da Covid. Até o momento, afirmam, visons de criação e hamsters de estimação demonstraram ser capazes de infectar humanos com o Sars-CoV-2. Um possível caso de transmissão entre cervos de cauda branca, comuns da América do Norte, e uma pessoa está sob revisão.

Mesmo afirmando que a vida selvagem ainda não desempenha um papel significativo na disseminação do vírus, as instituições alertam para a possibilidade da criação de reservatórios animais. Ou seja, que o Sars-CoV-2 se estabeleça e multiplique no animal e, depois, atinja outros hospedeiros.

Por causa dessa preocupação, OMS, FAO e OIE enfatizaram a importância de monitorar populações de mamíferos selvagens e compartilhar dados de sequenciamento genômico em bancos de dados públicos. E, como medida de emergência, suspender a venda de mamíferos silvestres vivos em mercados de alimentos.

Além disso, destacaram que equipes de profissionais que trabalhem em contato com a vida selvagem implementem medidas que reduzam o risco de transmissão, como o bom uso de EPIs.

Também orientaram que caçadores não persigam animais que pareçam doentes. No entanto, afirmaram que as evidências atuais sugerem que os humanos não são infectados com o vírus ao comer carne.

Disseram, ainda, que as pessoas não devem se aproximar de animais selvagens nem alimentá-los, bem como devem descartar com segurança restos de alimentos, máscaras e quaisquer outros resíduos humanos para evitar atrair a vida selvagem aos centros urbanos.

Fonte: R7

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