Microcefalia já é epidemia, diz Ministério da Saúde

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MICROCEFALIA

Postado em 21 de novembro de 2015

Da redação, Latino News Brasil

Diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch afirmou que os casos de microcefalia devem aumentar no Brasil e que o país já enfrenta uma epidemia. Um balanço divulgado na terça-feira(17) pelo ministério, mostra que foram registrados 399 casos este ano em sete Estados da Região Nordeste.

A microcefalia é uma condição neurológica caracterizada pela malformação do crânio do feto, que se desenvolve menos do que o necessário. Em média, a circunferência da cabeça de um bebê que nasceu após uma gestação normal de nove meses é maior do que 33 centímetros, enquanto recém-nascidos com microcefalia têm tamanhos variados de circunferência craniana, mas sempre abaixo desse número.

Crianças provenientes de gestações mais curtas – por conta de cesáreas ou de parto prematuro, por exemplo – logicamente apresentam uma circunferência de crânio menor, mas ainda assim há medidas que são esperadas nessas situações.

Há várias causas que podem originar a malformação, como a mãe fazer uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas e álcool, infecções por agentes biológicos – toxoplasmose, rubéola, além de outras bactérias e vírus – e até mesmo contaminação por radiação. Há suspeitas de que o vírus zika pode estar contribuindo para a elevação dos casos de microcefalia na Região Nordeste.

Até o momento, nenhum Estado de fora do Nordeste relatou um número acima da média de casos de microcefalia. No entanto, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, endossou que, caso seja confirmado que o vírus zika contraído pela mulher durante a gravidez pode causar a doença no bebê, é clara a possibilidade de a epidemia se espalhar por outros Estados.

A microcefalia pode ser identificada ainda durante a gestação, nos exames pré-natais. Caso isso não aconteça, a condição também pode ser percebida logo após o parto, durante o primeiro exame físico de rotina realizado nos berçários dos hospitais. Esse exame deve ser feito antes das primeiras 24 horas após o nascimento e é essencial na identificação de uma série de anomalias congênitas que a criança pode apresentar.

Consequências da microcefalia

A grande maioria dos casos de microcefalia resulta em algum nível de retardo mental. O crânio aumenta conforme a criança cresce, mas continua com um tamanho inferior ao adequado para o correto desenvolvimento do cérebro, o que resulta em variados graus de comprometimento motor, psíquico ou neurológico.

Hiperatividade, déficit cognitivo, visual ou auditivo, assim como epilepsia, também são problemas usualmente associados a crianças que nascem com microcefalia. Todas essas sequelas variam caso a caso, pois dependem da gravidade da malformação. No entanto, há casos em que a inteligência da criança não é afetada por conta da condição. Acompanhamento precoce com profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional pode ajudar a minimizar as disfunções que o indivíduo venha a desenvolver.

Comparativo entre os crânios de um indivíduo com microcefalia e outro com formação normal
Comparativo entre os crânios de um indivíduo com microcefalia e outro com formação normal

Quando o tamanho reduzido do crânio acontece por causa de algum problema ósseo, há alguns tratamentos que podem permitir ao cérebro um desenvolvimento normal, mas não há cura para a microcefalia. Não foi encontrada nenhuma forma de se contornar a condição de modo que a cabeça de uma criança afetada com a condição adquira o tamanho ou forma correta posteriormente.

Júnior Trindade – Latino News Brasil

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