Troca nos ministérios: conheça os substitutos que buscam apoio do Centrão

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Dos dez ministros que deixarão hoje o governo, oito deverão emplacar assessores diretos para substituí-los. Embora o Centrão não tenha ocupado os espaços no primeiro escalão, os novos titulares da pasta tiveram o respaldo do grupo político para serem nomeados. Aliados do governo dizem que indicar ministros já não é prioridade e avaliam que manter a estrutura das pastas, garantindo espaços no segundo escalão e também em órgãos federais, pode ser mais vantajoso do que se expor nos mais altos cargos da Esplanada.

Damares Alves será substituída pela secretária nacional de Política para Mulher, Cristiane Britto (Reuters/Adriano Machado)

Damares Alves será substituída pela secretária nacional de Política para Mulher, Cristiane Britto (Reuters/Adriano Machado)

A transferência voluntária de recursos para estados e municípios, por exemplo, é vedada nos três meses anteriores à eleição, ou seja, a partir de 2 de julho de 2022. Por esse cálculo, alguns políticos avaliam que se assumissem uma pasta teriam apenas cerca de três meses para atuar.

Debate com líderes

Em fevereiro, Bolsonaro já indicava qual seria a tônica das trocas ministeriais, mas admitiu que as substituições estavam sendo debatidas com líderes do Centrão. Na ocasião, ele disse que “não haveria uma grande negociação política nisso aí”, em referência aos novos comandos das pastas. O presidente também contou, à época, que discutia as trocas com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, com o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).

Secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura desde o início do governo Bolsonaro, Marcelo Sampaio procurou Valdemar para ter o aval para ficar com a cadeira de Tarcísio de Freitas, que deixa o governo para disputar o governo de São Paulo. Servidor de carreira do Ministério da Economia, Sampaio já era considerado o sucessor natural de Tarcísio, tem bom relacionamento com o presidente e é genro do ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência. Ainda assim buscou o apoio do cacique do PL, cujo partido historicamente tem espaço na área que passará a comandar.

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