Policiais do BOPE são acusados de repassarem informações para traficantes

Compartilhe

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on telegram

POLICIAL

Postado em 16 de fevereiro de 2016

G1

Os policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) acusados de repassarem informações a traficantes sobre as operações da tropa foram novamente a juízo nesta segunda-feira (15). Ao todo, três testemunhas de acusação foram ouvidas: um oficial da Corregedoria da PM, um policial civil e o comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Sarmento.

Presos em dezembro do ano passado, os PMs Maicon Ricardo Alves da Costa, André Silva de Oliveira, Raphael Canthé Santos, Silvestre André da Silva Felizardo e Rodrigo Mileipe Vermelho Reis são acusados de corrupção passiva. Os militares são julgados pela Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), em audiência presidida juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros.

A primeira testemunha a ser ouvida na tarde desta segunda foi exatamente o comandante da tropa de elite da PM. Segundo o oficial, durante as investigações ele autou como “agente facilitador” e reiterou que só o fato do Inquérito Policial ter sido aberto com suspeitas de participação de integrantes do próprio batalhão já significou um “arranhão na imagem” do Bope.

Sarmento, que assumiu o comando da tropa em maio de 2015, começou o relato reforçando que achava estranho que em sucessivas operações do Bope nenhum tiro fosse disparado.

“Ninguém com rádios ou qualquer comércio de drogas no local, nenhum confronto. Saí de um batalhão que era em uma área bastante conflagrada e esperava que no Bope isso fosse ainda mais intenso”, disse o tenente-coronel.

“Você vai ao Faz Quem Quer [comunidade da Zona Norte do Rio], num sábado, à meia-noite, e nada acontece? Não é razoável. Sabíamos que algo estava acontecendo, mas, ao mesmo tempo, você não quer acreditar que isso [vazamento de informações] possa estar acontecendo”, complementou Sarmento.

Questionado sobre prejuízos causados pela interceptação de informações, o comandante não soube estimar quanto teria sido gasto nas operações frustradas, mas informou que o uso de blindados e deslocamento de equipes tem um alto custo para o Estado.

Além do comandante Sarmento, foram ouvidos um oficial da Corregedoria da Polícia Militar e um policial civil. Outras cinco testemunhas intimadas foram dispensadas pelo MP. A defesa do policial Maicon pediu a revogação da prisão preventiva do policial, alegando que o denunciado possui residência fixa, é réu primário e tem bons antecedentes.

A próxima audiência do caso foi marcada para o dia 7 de março, às 12h30, quando mais testemunhas da acusação serão ouvidas.

Neto Lira – Latino News Brasil

Gostou! Compartilhe:

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on telegram

TOP RELACIONADOS

Você também pode gostar