Mulher é agredida por se recusar a pagar R$ 5 a flanelinha em BH

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DIREITOS HUMANOS

Postado em 24 de abril de 2016

Do G1 MG

Uma mulher foi agredida por um guardador de carros de 72 anos na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite de ontem (23), após se recusar a pagar adiantado pela vaga de estacionamento. Ela sofreu um corte profundo no braço feito por uma espátula.

Mulher sofreu corte profundo por se recusar a pagar flanelinha (Foto: Leonardo Alvarenga/Arquivo pessoal)
Mulher sofreu corte profundo por se recusar a pagar flanelinha (Foto: Leonardo Alvarenga/Arquivo pessoal)

De acordo com a ocorrência policial, Janine Damasceno Lima, de 33 anos, estava estacionando o carro na Savassi quando foi abordada pelo fanelinha. O homem que estava com o colete de credenciamento da Prefeitura da capital, disse que ela deveria pagar R$ 5 para estacionar naquele local. Janine, que estava acompanhada da filha de dois anos e da afilhada, de 11 anos, se recusou a dar o dinheiro exigido.

Neste momento, ainda segundo a descrição da ocorrência, o flanelinha começou a bater com a mão contra o vidro traseiro do carro. A mulher relatou à polícia que disse “você não tem respeito por ninguém, respeite minha filha de dois anos que está chorando aqui dentro do veículo”.

O flanelinha a ameaçou, dizendo “quando você voltar, os quatro pneus do seu carro vão estar vazios”. Janine contou que, depois disso, e mesmo com medo, disse que o denunciaria para a prefeitura. Neste momento, uma amiga que a acompanhava percebeu que ele tirou a espátula de uma bolsa e puxou a vítima, mas não conseguiu impedir que o flanelinha a cortasse no braço.

O senhor foi contido por pessoas que acompanharam a confusão e levado pela polícia para o uma Unidade de Pronto-Atendimento porque disse que estava passando mal. A mulher foi socorrida para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde levou 11 pontos no braço. Depois, os dois foram levados para a Central de Flagrantes (Ceflan), onde foi feita a ocorrência. A Polícia Civil não soube informar se o guardador de carros estava preso ou se já havia sido liberado.

Ao G1, Janine disse “eu estou abismada. Não sei bem explicar. Como o mundo está tão virado, e a impunidade é tão grande, isso virou normal. Notícia deste tipo a gente vê todos os dias”. Questionada sobre qual era o sentimento após a agressão, ela respondeu que “além de indignação, não tem nenhum não. Surpresa eu não estou”.

O Código de Posturas de Belo Horizonte proíbe a ação de flanelinhas nas ruas da capital. Já o trabalho do lavador e dos guardadores de carros é permitido. O lavador pode combinar um valor com o cliente pelo serviço. Já o guardador credenciado, que é o caso do senhor envolvido na agressão, recebe doações voluntárias, ou seja, o motorista decide se vai pagar e quanto vai pagar.

Júnior Trindade – Latino News Brasil

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