Vídeo: escolas fazem campanha contra a “brincadeira quebra-crânio”

Vídeo: escolas fazem campanha contra a “brincadeira quebra-crânio”

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Tocando de Primeira

Escolas de todo o Brasil aderem à campanha contra o desafio chamado “quebra-crânio” que ganhou as redes sociais após o Youtuber Robson Calabianqui, de 23 anos, usar a própria mãe como cobaia da brincadeira de mau gosto.

O autor do vídeo pediu desculpas nas redes sociais e retirou o conteúdo do ar, mas já era tarde demais, muitas gravações começaram a ser compartilhadas por alunos cumprindo o desafio nas escolas.

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No vídeo, existem três pessoas lado a lado. Dois participantes das extremidades pulam simultaneamente enquanto a pessoa do meio fica imóvel aguardando a vez de pular. Quando chega a vez e dá o salto, as outras duas pessoas chutam as pernas do participante que cai de costas no chão de forma violenta. A brincadeira já fez vítimas fatais.

Vítimas

A jovem Emanuela Medeiros de 16 anos, da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, morreu após participar do desafio. Ela caiu no chão e sofreu traumatismo craniano. A jovem chegou a ser socorrida e precisou passar por cirurgia, mas morreu no hospital na última terça-feira (11). Em outro vídeo, um senhor de 60 anos, não sabendo do que o aguardava no desafio caiu e ficou no chão desacordado.

Contras

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) divulgou um comunicado nas redes sociais alertando sobre os riscos. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, ressalta.

Para os praticantes o comunicado continua esclarecendo que podem ser penalizados por lesão corporal. “Os responsáveis pela brincadeira de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, diz SBN.

O Deputado Estadual João Luiz (PRB) falou sobre o tema na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na quarta-feira (12).

“Queremos alertar que essa brincadeira não pode se estender nas escolas e nas casas. Não queremos mais que essas fatalidades venham a ocorrer”, destacou.

Várias escolas no Brasil produziram vídeos condenando a prática do desafio e alertando aos alunos sobre as consequências da ação.

Fonte: Em tempo

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