Justiça determina fim de protestos e liberação das estradas

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protesto A Justiça determinou a liberação das rodovias federais em 11 estados, mas caminhoneiros ainda mantêm bloqueios no Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nesta sexta-feira (27). Há manifestações sem interdição de vias na Bahia.

Nesta tarde, caminhoneiros fecharam o km 228 da Via Dutra, na saída de São Paulo,provocando um grande congestionamento.

Em Três Cachoeiras, no Rio Grande de Sul, o clima ficou tenso durante a manhã. A polícia usou bombas de gás para liberar trecho da BR-101

A categoria critica o aumento do preço do litro do óleo diesel e o valor pago pelos frentes, que considera baixo.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quinta-feira (26) que determinou às superintendências da Polícia Federal (PF) a abertura de inquéritos para apurar se ocorreram abusos nos protestos.

Cardozo também disse ter mandado a Polícia Rodoviária Federal (PRF) multar os motoristas que estão bloqueando as estradas federais. Segundo ele, as multas serão utilizadas para identificar quem descumpriu as ordens judiciais de desbloqueio.

Os juízes fixaram multas que variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar as pistas.

Negociações
Sindicatos e associações aceitaram a proposta do governo nesta quarta-feira (25) para acabar com os bloqueios. Entre os pontos do acordo, está a sanção integral da Lei do Caminhoneiro, que regulamenta a profissão de motorista, e o compromisso da Petrobras de que o diesel não sofrerá reajuste nos próximos seis meses.

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) divulgou, nesta quinta, uma notacriticando a possível sanção sem vetos da Lei dos Caminhoneiros. A entidade não concorda com artigos da lei que aumentam o sobrepeso dos veículos transportadores de carga e que isentam os que estão vazios do pagamento de eixo suspenso.

O acordo com o governo não contou com o apoio de Ivar Luiz Schmidt, que se diz representante do Comando Nacional do Transporte. Segundo ele, o CNT é responsável por cerca de 100 bloqueios nas estradas.

Como a liderança do movimento não é centralizada, há manifestantes que continuam parados alegando que não foram notificados ou que o grupo que negociou com o governo não tem legitimidade.

Uma nova reunião foi marcada entre caminhoneiros e empresários, com mediação do governo, para o dia 10 de março. O encontro servirá para que as duas partes cheguem a um acordo sobre uma tabela que calculará os novos preços dos fretes.

Decisões judiciais
Divulgadas entre terça e quarta-feira, decisões judiciais impedem os motoristas de fecharem todas as rodovias federais de Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo eCeará, e em 14 municípios de outros cinco estados – Paraná, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Como as determinações se referem apenas às rodovias federais, em alguns estados os caminhoneiros têm mantido fechados trechos de estradas estaduais.

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