Filha sequestrada pelo pai decide ficar no Líbano

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A estudante Gabriella Boutros, de 13 anos, decidiu continuar vivendo no Líbano com seu pai, o libanês Pedro Boutros, de 42, até terminar os estudos, o que deverá ocorrer em 2020. A informação foi confirmada neste domingo (18) ao G1 pela mãe da garota, Claudia Dias de Carvalho Boutros, de 39, que voltou ao Brasil na semana passada sem a filha.

Segundo Claudia, Gabriella virá a São Paulo em junho para visitá-la. “Ela ficará em definitivo comigo quando terminar os estudos”, falou a brasileira à reportagem. “Então ficou acertado que minha filha passará as férias escolares comigo e depois retornará ao Líbano”.

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Mãe e filha nasceram no Brasil, mas a adolescente foi sequestrada pelo pai há sete anos e levada para Trípoli, onde mora desde então. Nesta segunda-feira (19), Claudia pretende dar uma entrevista à imprensa ao lado de seu advogado, José Beraldo, para contar como foram os mais de dois meses que ficou no Libano para tentar rever Gabriella.

Claudia chegou a Beirute em 3 de dezembro de 2017 após a Justiça libanesa confirmar uma decisão da Justiça brasileira: a de que a guarda da garota é da mãe, que teve a filha levada à força pelo ex-marido, o empresário Pedro, em 2010.

Claudia ficou na casa de amigos no Líbano, tendo apoio da embaixada brasileira para tentar cumprir a decisão judicial. Mas ela só conseguiu rever Gabriella em 28 de dezembro, quando o pai decidiu levar a filha à Justiça. Pedro não concordava em entregar a menina em definitivo. O reencontro com a filha foi filmado pela mãe.

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Desde então, mãe e filha tem passado por uma adaptação. Além do tempo que não tiveram contato, a língua é outra dificuldade a superar, já que Gabriella não fala mais português e se comunica em árabe ou inglês.

“Saio vitoriosa porque sei que a Justiça foi feita. Tenho a guarda de Gabriella no Brasil e no Líbano. Poderei ir para lá, visitá-la e continuar tendo direito de mãe”, comemorou Claudia. “Ela virá a São Paulo sempre nas férias. E quando terminar os estudos, daqui uns dois anos, poderá ficar em definitivo comigo”.

“A juíza libanesa confirmou que a guarda da menina é da mãe, mas como Gabriella ficou muitos anos longe de Claudia, a magistrada achou melhor que haja uma readaptação das duas”, disse Beraldo, que está no Brasil acompanhando o caso.

Fonte: G1

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