Com defesa salvadora nos pênaltis, Bárbara coloca Brasil nas semifinais do futebol feminino

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RIO 2016

Postado em 13 de agosto de 2016

Do Superesportes

Exato momento em que goleira Bárbara defendeu pênalti cobrado pela australiana Kennedy
Exato momento em que goleira Bárbara defendeu pênalti cobrado pela australiana Kennedy

Foi sofrido! Foi com muita garra, luta e uma intensa participação da torcida presente no Mineirão. O estádio lotado, com 52 mil pagantes, vibrou com cada lance da Seleção Brasileira e preparou a festa para comemorar a classificação para as semifinais dos Jogos Olímpicos do Rio. Aos gritos de “Eu acredito”, o público foi ao êxtase na decisão por pênaltis e pôde soltar o grito preso na garganta. Depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, o Brasil venceu a Austrália por 7 a 6 nas penalidades máximas e vai enfrentar a Suécia na busca pela medalha de ouro.

Bárbara foi a grande heroína brasileira no Gigante da Pampulha. A goleira defendeu a quinta cobrança australiana, após Willians pegar o chute de Marta. Coube então às mãos de Bárbara fazer a diferença pela segunda vez. A camisa 1 brasileira foi buscar a batida de Alanna Kennedy, em seu canto esquerdo, e garantiu a vaga ao Brasil. Na comemoração, as jogadoras brasileiras deram a volta no Mineirão, agradecendo a todos os torcedores presentes, que permaneciam no estádio, em uma catarse única que envolve o esporte.

O placar inalterado nos 90 minutos e na prorrogação não contou com exatidão a eletrizante partida entre Brasil e Austrália. A torcida apoiou o time feminino de futebol desde o aquecimento no gramado e criou a atmosfera perfeita para a vitória. Empurrando a Seleção Brasileira e vaiando o adversário – assim como a árbitra –, o público deu um show à parte e lavou a alma após a humilhante eliminação do Brasil na Copa de 2014 para a Alemanha com o histórico 7 a 1.

O Jogo

A Seleção Brasileira entrou nervosa, talvez temendo pelo ‘fantasma’ do 7 a 1. Com a pressão australiana no início, Marta e companhia precisaram se superar para que o jogo individual pudesse sobressair. Com o impulso das arquibancadas, a equipe do Brasil dominou as ações e criou diversas chances, com Debinha, Andressa Alves e Beatriz, além da própria capitã Marta. No entanto, a pontaria e uma incrível defesa de Lydia Willians, aos 45 do segundo tempo, levaram o jogo para a prorrogação.

Com as arquibancadas tomadas, na maioria por mulheres, a equipe do Brasil ganhava forças dos gritos de fora do gramado. Melhor em campo, a Seleção Brasileira teve mais oportunidades e foi para a decisão por pênaltis com o sabor amargo de quem poderia ter vencido. O que se viu no Gigante da Pampulha foi um jogo pegado, com muita intensidade física e muitas oportunidades de gol para ambos os lados. Em um chute de Chloe Logarzo, aos 40 da etapa final, a Seleção Brasileira, levou seu maior susto. Uma pancada, de longe, que explodiu no travessão e saiu por cima do gol.

O time australiano também teve boas chances, a maioria de bola parada. E contava com um adversário a mais: as vaias da torcida brasileira, que também pressionava a árbitra Carol Anne Chenard a cada lance marcado contra o Brasil. Da arquibancada veio outro show. Além da tradicional ‘ola’, o torcedor usou as lanternas dos celulares para apoiar a equipe brasileira, junto com o tradicional canto de ‘eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor’.

O público no Mineirão precisou sofrer um pouco mais. E vibrava a cada lance brasileiro. Assim como sentia quando as australianas atacavam. A partida se tornou franca em golpes e contra-golpes. Com o esforço da veterana Formiga e o brilhantismo de Marta, a torcida se empolgava e empurrava.

A apreensão tomou conta do estádio e as oportunidades de gol aumentavam a cada minuto. O cansaço proporcionava erros de passes e marcação. Já no segundo tempo extra, os lances se tornavam cada vez mais perigosos. Mesmo temendo outra eliminação em casa, a torcida apoiava – e sofria – mais.

Em mais uma jogada brilhante de Marta, que puxou contra-ataque e deixou a zagueira no chão, a goleira australiana salvou mais uma vez. Foi o necessário para a torcida ir à loucura. O placar, no entanto, seguiu inalterado até o fim. A decisão só sairia nas penalidades máximas. Final: Brasil 7, Austrália 6 e vaga para as semifinais da Olimpíada.

Júnior Trindade – Latino News Brasil

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