5 mil homens do exército vão atuar na limpeza das praias no...

5 mil homens do exército vão atuar na limpeza das praias no Nordeste

135
Compartilhar

Tocando de Primeira

O vice-presidente Hamilton Mourão informou nesta segunda-feira (21) que o Exército decidiu disponibilizar a 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Recife, como “reforço” para as ações de vigilância e limpeza das praias com manchas de óleo no Nordeste.

Será a primeira vez em que o Exército participará da operação. Segundo Mourão, serão pelo menos 4 mil homens da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Recife.

Tocando de Primeira

“Está sendo reforço federal. Hoje, o Exército está colocando uma brigada, a 10ª Brigada, que é a sediada em Recife, que tem mais ou menos em torno de 4 mil, 5 mil homens. Está sendo colocada em reforço, fora equipamentos que estão sendo distribuídos para as defesas civil dos estados e municípios”, afirmou Mourão, atualmente no exercício da Presidência em razão da viagem do presidente Jair Bolsonaro ao exterior.

À noite, por meio de nota, o Ministério da Defesa informou que serão cerca de 5 mil homens.

“O Ministro da Defesa autorizou o reforço de cerca de 5.000 militares pertencentes à 10ª Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Recife-PE, nas ações desenvolvidas na área atingida pelas manchas de óleo. Os militares ficarão à disposição do comando da operação e poderão atuar no monitoramento e limpeza do litoral do Nordeste”, diz o texto da nota.

Ele foi questionado se o governo foi omisso ao lidar com as manchas, já que a Justiça Federal em Pernambuco concedeu, no domingo (20), uma liminar determinando que o governo federal dê início, em 24 horas, à implementação de uma série de medidas para recolher o óleo que atinge o litoral e proteger áreas sensíveis do estado.

Segundo a Marinha, desde 2 de setembro, foram recolhidas mais de 600 toneladas de resíduos no litoral nordestino.

O presidente em exercício declarou que o governo adotou todas as medidas previstas no plano nacional de contingência, firmado em 2013, no governo Dilma Rousseff.

Mourão ainda apontou empecilhos para conter o avanço das manchas, já que não se consegue identificar a origem, o que dificulta prever quanto óleo ainda chegará às praias.

“É um caso único na história do mundo, não temos notícia. Diferente daquelas manchas de petróleo que avançam pelo mar, as próprias medidas de contenção são complicadas. O máximo que a gente pode fazer, hoje, é ter gente capacitada para recolher esse óleo que chega nas praias, e é isso que nós estamos fazendo”, disse Mourão.

“Não há uma previsibilidade porque não se consegue detectar a mancha. Pode vir aí a Nasa, pode vir quem quiser que não consegue enxergar isso aí. É um mistério”, acrescentou.

O vice-presidente disse que é preciso manter a busca para identificar a causa, intencional ou não, do derramamento de óleo no mar.

Ela afirmou que o governo adotou os protocolos do Plano Nacional de Contingência, firmado em 2013, e que tomou as medidas previstas.

Mourão lembrou que a Justiça Federal já analisou o caso. Em decisão no domingo (20), a juíza Telma Maria deu 15 dias para o MPF especificar quais outras ações o órgão quer que sejam adotadas em relação às manchas de óleo.

Para o vice-presidente, faltou ao governo comunicar melhor as ações adotadas até o momento. “A juíza já analisou, já mostrou que o governo, desde 2 de setembro, acionou os protocolos correspondentes. Apenas mais uma vez faltou comunicar melhor isso aí”, declarou o vice-presidente.

‘Visibilidade’

Na noite desta segunda-feira, Mourão disse que a decisão de enviar tropas do Exército foi movida por uma vontade do governo de dar mais “visibilidade” às ações na região.

“Está acontecendo tipo assim: a gente está fazendo o trabalho e não está tendo visibilidade. Então, vamos botar mais visibilidade nisso aí”, declarou o presidente em exercício.

Questionado então se o uso do Exército foi uma resposta à opinião pública, respondeu: “Acho que sim, também”.

Fonte: G1

Tocando de Primeira