Carnaval impulsiona produção de artesãos

Carnaval impulsiona produção de artesãos

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Tocando de Primeira
Festividade conhecida pelo uso de fantasias e adereços, o carnaval também tem significado diferente para algumas pessoas: fonte de renda. Brincos, diademas, glitter e shorts hot pants estão entre os itens mais procurados pelos foliões. Os artesãos têm apreço especial pela Folia de Momo, afinal muitos foliões se empenham em se produzir para o período. De acordo com a pesquisa realizada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, o carnaval de 2019 foi responsável por injetar R$ 1,2 bilhão na economia.
Segundo o Sebrae, a produção artesanal é definida pelo custo de investimento relativamente baixo. Foi nesse filão que Karla Fragoso encontrou a saída para incrementar a renda. Formada em engenharia civil, ela teve que abandonar sua área para se dedicar aos cuidados do seu filho, que tem necessidades especiais. A alternativa que restou a ela foi conciliar essa rotina com a venda de roupas e adereços infantis, principalmente para o carnaval. “No começo, eu não confeccionava, eu revendia produtos. Só que eu fui sentindo que eu tinha que dar minha identidade a minha marca. Então eu comecei a produzir meus produtos”, revela.
Karla afirma, ainda, que outro motivo de ter migrado para essa parte mais autoral foi a vontade de se diferenciar de outras marcas. Um dos produtos, idealizado por ela, mais vendido é a saia de led. Durante o ano, a engenheira segue se dedicando à produção de roupas e acessórios infantis. Ela conta que, no carnaval, as demandas crescem muito e, por isso, não consegue administrar estoques virtuais e físicos, então o site fica desativado.
A Folia de Momo, de acordo com Karla, tem a arrecadação quase equivalente às vendas de Natal, período em que consegue vender mais. “O carnaval é a festividade que alavanca as vendas do ano da gente, já que em janeiro as vendas são fracas por causa das despesas que as pessoas têm.”
A festa também virou fonte de renda para a estudante de medicina Laryssa Melo. Ela decidiu trabalhar em conjunto com a irmã e a mãe para arrecadar dinheiro para o lazer. “Todo ano fazemos nossos acessórios e fantasias, então, neste ano, eu pensei que a gente poderia aproveitar isso e vender pra garantir um dinheiro a mais”, conta. A estudante também utiliza o Instagram como forma de divulgação das suas produções.
Apesar de viverem em realidades distintas, as artesãs compartilham de uma estratégia de divulgação: utilizar redes sociais. É nesta plataforma que a mestranda em engenharia agrícola Camila Gomes, 22, começou a investir. O projeto ainda é embrionário, mas ela está produzindo diademas e brincos temáticos para o carnaval para ganhar uma renda extra. “Eu sempre gostei de fazer esses tipos de trabalhos manuais para eu mesma usar. No carnaval de 2018, eu fiz uma tiara de sereia para mim e muita gente elogiou. Então eu pensei que seria uma boa ideia fazer pra vender.”
Loja colaborativa
O Sebrae disponibilizou, na sua sede no Recife, uma Loja Colaborativa de Carnaval para que expositores possam vender produtos carnavalescos. O espaço funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h e fica disponível até o dia 20 de fevereiro.
Os participantes da exposição e venda de produtos serão os empreendedores que fizeram oficinas de produtos para o período, além de outros empresários que têm produtos voltados para esse evento. O funcionamento da participação de expositores na loja funcionará de forma alternada para expandir o número de oportunidades para empreendedores e a diversificação de produtos para foliões.
Fonte: Diário de Pernambuco
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