Jovens usam conhecimento em moda para confeccionar e doar máscaras

Jovens usam conhecimento em moda para confeccionar e doar máscaras

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Tocando de Primeira

Três jovens amigas da Zona Norte do Rio de Janeiro decidiram unir seus conhecimentos em moda e costura para confeccionar máscaras caseiras para pessoas em situação de vulnerabilidade diante da pandemia do novo coronavírus.

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A ideia surgiu em meados de março, após a estilista Vanessa Teixeira, de 24 anos, perceber uma publicação em uma rede social sobre máscaras de pano. Depois de ouvir orientações do primo, que é médico, a jovem separou o material que tinha em casa e publicou a iniciativa no Instagram.

‘De cara, consegui três voluntárias, que são pessoas que trabalham comigo, a Luiza e a Carol. Atualmente, já somos nove costurando as máscaras, mas o intuito é que mais pessoas comecem a fazer e a ajudar pessoas da própria região’, conta a jovem.

O equipamento é feito de tecido, como algodão ou tricoline, e forrado com TNT, feltro ou acrilã, para reforçar a proteção da máscara.

“Esses não-tecidos, o TNT, por exemplo, tem a trama diferente do algodão e isso dificulta a passagem de gotículas”, explica.

Sozinha, a designer de moda conseguiu costurar 60 máscaras, que vão ser entregues a familiares, amigos e pessoas que se enquadrem no grupo de risco da Covid-19.

“É importante lembrar que essa máscara não vai ser utilizada pelos médicos que estão na linha de frente, em contato direto com os pacientes. Esse não é o equipamento ideal para eles. Nossas máscaras são para proteção de pessoas vulneráveis e que tenham contato com estes locais”, reforça Vanessa.

Amiga de Vanessa, a figurinista Luísa Ferrari, de 23 anos, também passou a costurar as máscaras em casa e reforça a importância de higienizar o equipamento com água e sabão.

‘É fundamental lavar sempre que ela for usada, assim como as roupas e sapatos que usamos quando saímos nesses tempos de coronavírus. A máscara está sempre em contato com o rosto, que é um grande receptor de gotículas’, destaca.

A jovem também havia finalizado 60 equipamentos, que seriam entregues aos funcionários do condomínio onde mora que usam o transporte público para chegarem até o trabalho.

Também participando da ação, a profissional de marketing Ana Carolina Leôncio Soares, de 28 anos, usou o maquinário da mãe, que é decoradora, para fazer as máscaras. Após observar a atitude de Carolina, a mãe também passou a integrar o quadro de voluntários do projeto.

‘Nós fizemos outras com feltro mais leve para doar, são 50, que são aquelas descartáveis, que são para usar por poucas horas, mas tem muitas pessoas que estão vulneráveis e não têm. Nosso intuito é fazer sim as máscaras, mas para doar. Não é um acessório de moda, de maneira nenhuma lucrar com a situação de pandemia’, diz Carolina.

Fonte: G1

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