Paraenses que moram em Paris relatam medo após atentado

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TESTEMUNHO

Postado em 15 de novembro de 2015

Do G1 PA

Paraenses que moram em Paris ficaram assustados com os atentados terroristas ocorridos na noite da última sexta-feira (13) em locais públicos e diferentes da capital francesa. Cento e vinte oito pessoas foram executadas durante os ataques, que ocorreram quase que simultaneamente e deixaram ainda 250 feridos.

Para a administradora Cássia Franco, o último sábado (14) foi dia de ficar em frente à televisão, acompanhando o noticiário francês. O celular estava sempre ao lado e ligado na tomada. Tudo para Cássiar tentar se sentir menos apreensiva depois do susto com a família.

A jovem tem cerca de 20 parentes que moram em Paris, entre eles dois irmãos e a mãe, para quem ela mandou mensagens instantâneas logo após os atentados terroristas. Foram minutos de agonia até conseguir notícias. “Fiquei tentando também com o meu irmão, foi quando ele acordou e resolveu atender o telefone, dizendo ‘estamos em casa, está tudo bem, chegamos por volta de nove horas e logo depois escutamos a explosão, mas como é comum aqui vez por outra um barulho desses não demos importância'”.

A mãe de Cássia mandou um áudio contando como estava o clima na capital francesa no último sábado. “Ninguém pode sair, ninguém pode entrar, os metrôs estão quase todos fechados, os ônibus suspenderam muitas linhas, escolas, universidades, museus, centro comercial, 70% está fechado”. Os atentados do grupo radical Estado Islâmico também deixaram a estudante Desireè Giusti apavorada. “Quanto mais crescia o número de mortes mais a gente se desesperava, com medo, terror mesmo. Para mim é como se fosse uma cena de guerra, uma coisa horrorosa”.

Imagens feitas por celular mostraram as ruas da cidade completamente vazias um dia após o atentado. À pedido das autoridades, moradores permaneceram em casa. Vitor, que estuda em Paris, diz que a mudança foi impressionante. “Qualquer carro que passasse pela rua devagar, assim parando, a gente ficava com medo que aparecesse alguém de dentro do carro e começasse a fuzilar as pessoas que estavam caminhando na calçada”.

Com a França em estado e emergência, lugares de grande movimentação estão fechados, o que inclui o circo da família de Bryan Stevanovich, o Le Cirque, que fica próximo da torre Eiffel. As apresentações foram suspensas por tempo indeterminado. O gerente administrativo do circo que está em Belém desde o mês passado se preocupa com o que ainda possa acontecer. “Torcemos para que nada aconteça. Eles estão bem, passaram tranquilidade para nós, mas não se sabe o que vem pela frente, espero que nada”.

Júnior Trindade – Latino News Brasil

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