Brasileiro é preso por fraudar o sistema de saúde no estado do Maine nos EUA

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Nova York – Um ex-conselheiro que atuava em Portland e Windham, no estado de Maine, foi preso na terça-feira (21) por falsificar registros de pacientes a fim de ser reembolsado pelo MaineCare. Segundo a Procuradora Geral, Loretta E. Lynch, o brasileiro Paulo D. Braga, 66 anos, anotava nos fichários sessões de aconselhamento que nunca aconteceram.

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Conforme a denúncia, Paulo cobrou a quantia de US$5,200 MaineCare, no período de 03 de abril de 2011 a 30 de abril de 2012, apresentando documentos fraudulentos de 40 consultas não realizadas. De acordo com o gabinete da Procuradora, quando algumas destas sessões foram forjadas, ele estava no Brasil.

Paulo se naturalizou cidadão dos Estados Unidos em 1981 e nesta mesma época recebeu a sua licença como Conselheiro Profissional. No estado de Maine, fraudar o sistema de saúde é um crime que pode render até 10 anos de prisão e uma multa de US$250 mil em caso de condenação.

O brasileiro encerrou suas atividades como conselheiro em Windham e Portland em 2013 depois de ser investigado por uso de maconha durante uma sessão de aconselhamento e sugerir atos sexuais a um paciente.

A prisão de Paulo é parte de uma repressão de âmbito nacional contra fraudes no sistema de saúde e que é coordenada pelo Departamento de Justiça dos EUA e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

A Procuradora afirmou que 301 pessoas foram indiciadas durante esta operação. Entre elas estão médicos, enfermeiros e outros profissionais da área. Os acusados respondem por crimes variados, inclusive a cobrança de taxas excessivas, prescrever medicamentos ou tratamentos desnecessários, lavagem de dinheiro e enviar falsas cobranças de serviços inexistentes, como foi o caso do brasileiro.

Lynch disse, ainda, que as prisões foram possíveis graças a um esforço em equipe do DOJ, DHHS e o FBI. “As equipes de investigação federais trabalharam junto com as agências estatais”, conclui.

Fonte: braziliantimes.com

Amadeu Maya

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