Biden viaja para o Japão após alerta sobre ameaça norte-coreana

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O presidente americano, Joe Biden, viaja neste domingo, 22, para o Japão para a segunda etapa de uma viagem com vistas a reforçar a liderança dos Estados Unidos na Ásia diante de uma China ascendente e de uma Coreia do Norte dotada da arma atômica e perigosamente imprevisível.

Biden deixa a Coreia do Sul, onde ele se reuniu com o presidente recém-eleito, Yoon Suk-yeol, com quem discutiu, inclusive, a expansão de exercícios militares para conter as investidas ruidosas de Kim Jong Un.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, cumprimenta o presidente americano, Joe Biden, em Seul, na primeira visita do presidente americano à Ásia desde que assumiu o cargo. (AFP/AFP)

O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, cumprimenta o presidente americano, Joe Biden, em Seul, na primeira visita do presidente americano à Ásia desde que assumiu o cargo. (AFP/AFP)

Enquanto autoridades dos dois países alertaram que Kim poderia aumentar as tensões com um teste nuclear enquanto Biden está na região, o presidente americano disse que aliados democráticos devem aprofundar os laços.

Durante uma coletiva de imprensa com Yoon, Biden citou uma “competição (global) entre democracias e autocracias” e disse que a região Ásia-Pacífico é um campo de batalha crucial.

“Conversamos sobre nossa necessidade de estender isto para além de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, mas a todo o Pacífico, Pacífico Sul e Indo-Pacífico. Penso que esta é uma oportunidade”, disse Biden.

Embora a China se mantenha o principal adversário dos Estados Unidos nesta disputa, Biden ilustrou o duro desafio que enfrenta com a Rússia ao sancionar, na noite de sábado, a lei sobre uma ajuda de US$ 40 bilhões para ajudar a Ucrânia a combater as forças invasoras russas.

O projeto de lei, aprovado mais cedo pelo Congresso, foi levado a Seul para que Biden pudesse torná-lo lei sem tem que aguardar seu retorno a Washington na noite da próxima terça-feira.

Antes de deixar a Coreia do Sul, Biden se reuniu com o presidente da fabricante de automóveis Hyundai para comemorar uma decisão adotada pela companhia de investir US$ 5,5 bilhões em uma fábrica de veículos elétricos na Geórgia, sul dos Estados Unidos.

Ele também se reuniu com militares americanos e sul-coreanos juntamente com Yoon, um compromisso que um alto funcionário da Casa Branca disse ser capaz de “refletir a verdadeira natureza integrada” da aliança econômica e militar dos dois países.

No Japão, Biden se reunirá com o primeiro-ministro Fumio Kishida e o imperador Naruhito na segunda-feira antes da cúpula da aliança Quad na terça-feira, entre líderes de Austrália, Índia, Japão e Estados Unidos.

Também na segunda, Biden anunciará uma grande iniciativa americana para o comércio regional, o Marco Econômico Indo-Pacífico pela Prosperidade.

Ameaça norte-coreana

Biden e Yoon disseram em um comunicado no sábado que “considerando a ameaça em evolução” da Coreia do Norte, eles “concordaram em iniciar discussões para expandir o escopo e a escala dos exercícios militares e treinamento combinados em e no torno da península coreana”.

A possível intensificação de exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul seria uma resposta à campanha norte-coreana de testes com armas alvos de sanções este ano, enquanto cresce o temor de um iminente lançamento de um novo míssil.

Eleito como uma forte mensagem pró-Estados Unidos, Yoon disse que ele e Biden “discutiram se nós precisaríamos lançar vários tipos de exercícios conjuntos para nos preparamos para um ataque nuclear”.

Ele também especificou a necessidade de “aviões-caça e mísseis em uma mudança com relação ao passado, quando só pensava no guarda-chuva nuclear para dissuasão”.

Qualquer escalada nos exercícios militares conjuntos americano-coreanos provavelmente irritaria Pyongyang, que vê estes exercícios conjuntos como ensaios para uma invasão.

Enquanto isso, Biden e Yoon ampliaram uma oferta de ajuda a Pyongyang, que recentemente anunciou estar no meio de um surto de covid-19, uma rara admissão de problemas domésticos.

O comunicado entre EUA e Coreia do Norte destacou que os dois presidentes “expressam preocupação com o recente surto de covid-19” e “estão dispostos a trabalhar com a comunidade internacional para dar assistência” à Coreia do Norte para ajudar a combater o vírus.

No domingo, a imprensa estatal norte-coreana informou que 2,6 milhões de pessoas estiveram com febre, com 67 mortes – o que eles alegam ser uma taxa de mortalidade de apenas 0,03%, apesar de uma população não vacinada onde a desnutrição é generalizada.

Enquanto Biden afirmou que não excluiria se reunir com Kim se ele fosse “sincero”, informou que a dificuldade de lidar com um ditador imprevisível.

“Oferecemos vacinas, não apenas à Coreia do Norte, mas também à China, bem como estamos preparados para fazê-lo imediatamente”, disse Biden durante coletiva de imprensa conjunta com Yoon. “Não tivemos resposta”, acrescentou.

Fonte: AFP

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