Chelsea: o magnata do esporte que pode comprar o time de Roman Abramovich

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O bilionário russo Roman Abramovich, pressionado pela Premier League, segue em busca de um novo dono para o Chelsea. Mas a venda, segundo comunicado oficial do clube inglês, “não será acelerada” e “seguirá o devido processo”.

O russo quer £ 3 bilhões pelo Chelsea, o equivalente a R$ 18,6 bilhões. O valor pedido, segundo a mídia internacional, tem sido um empecilho. Isso porque investidores veem potencial de retorno limitado, dado que há pouco espaço para o clube, um gigante do futebol mundial, crescer.

A situação é bem diferente das oportunidades oferecidas por equipes brasileiras, como Cruzeiro e Botafogo, que foram vendidos com o intuito de serem reestruturados para valerem mais.

Foi isso que Abramovich fez em 2003, quando comprou o time londrino por cerca de £ 150 milhões, quase 50 anos após sua última e (até então) única conquista do campeonato inglês. Desde então, o Chelsea ganhou mais 5 ligas nacionais e duas Champions League, considerado o principal campeonato para os times europeus.

Apesar dos desafios de lucrar com um ativo já valorizado, o Chelsea tem chamado a atenção de grandes investidores. A compra, segundo o jornal inglês Financial Times, terá o apoio da Ares Management. A gestora americana de private equity, com mais de US$ 300 bilhões de patrimônio, tem negócios em diferentes áreas, mas tem focado cada vez mais no mundo dos esportes.

Sócio do Atlético de Madrid

Luiz Suarez, atacante do Atlético de Madrid (Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via/Getty Images)

No último ano, a gestora liderada pelo bilionário Tony Ressler, comprou participação de 34% no Atlético de Madrid por Є182 milhões. O negócio foi firmado em momento de fragilidade do clube espanhol, que sofria com efeitos econômicos da pandemia.

“À medida que o mundo começa a reabrir e com o apoio do capital flexível da Ares, acreditamos que o Atlético de Madrid está bem posicionado para capitalizar o crescimento da demanda de conteúdo e as oportunidades de expansão”, disseram os sócios da Ares Management na época.

Agora, as sanções à Rússia, podem soar como oportunidade para a Ares pedir um desconto pelo Chelsea. O preço exigido por Abramovich considera um valor 550% superior ao do Atlético de Madrid, avaliado na época em Є535 milhões ou £ 449 milhões pela cotação atual. 

De acordo com fontes do FT, a gestora deve entrar com participação minoritária na oferta liderada pelos bilionários Josh Harris e David Blitzer e na do presidente da NBA, Larry Tanenbaum, e Stephen Pegliuca, co-presidente da Bain Capital.

Dono do Atlanta Hawks

Tony Ressler, dono do Atlanta Hawls e CEO da Ares Management (Ronald Martinez/Getty Images)

As relações do CEO da Ares com a NBA não são de hoje. Tony Ressler é dono e presidente do Conselho de Administração do Atlanta Hawks, adquirido em 2015 pela Ares. A franquia, que tem o armador Trae Young como principal jogador, foi comprada em momento semelhante ao que vive o Chelsea.

Naquele ano, a equipe então liderada pelo técnico Mike Budenholzer, vinha de uma de suas melhores temporadas da história, após chegar à final da Conferência Leste pela primeira vez. Já o Chelsea, neste ano, venceu seu primeiro Mundial de Clubes, depois de ter vencido sua segunda Champions League na temporada passada. 

Mas, ainda segundo o FT, uma terceira proposta está na mesa: a de Todd Boehly em conjunto com a gestora Clearlake Capital. 

Trae Young, armador do Atlanta Hawks (Michael Reaves/Getty Images)

Da Fórmula 1 ao MMA

A participação em investimentos conjuntos, por sinal, tem feito parte da atuação da Ares no universo esportivo. No ano passado, a gestora colocou £ 400 milhões na equipe de Fórmula 1 da McLaren junto com fundo soberano da Arábia Saudita.

No baseball, o terceiro esporte mais popular dos Estados Unidos (somente atrás do basquete e do futebol americano), a Ares comprou US$ 100 milhões da divida do San Diego Los Padres, da principal liga do país. 

Operação semelhante, mas com participação em ações, foi feita pela Ares com a Professional Fighters League (PFL), concorrente do UFC.

McLaren de Daniel Ricciardo em GP da Itália (Miguel Medina/AFP via/Getty Images)

Ações em alta

As ações da Ares Managment, listadas na Bolsa de valores de Nova York (NYSE), acumulam valorização de 50% desde o início do ano passado, quando a gestora passou a intensificar suas apostas no mundo dos esportes.

No Brasil, os papéis da gestora são negociados em forma de BDRs, com o ticker A2RE34. Exposto à variação cambial, o ativo é uma alternativa para investidores que buscam surfar a onda desse mercado. Mas vale ressaltar que os esportes são apenas uma das frentes de investimento da companhia.

Fonte: Exame

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