Varejo pernambucano deve gerar 4,3 mil postos de trabalho temporário

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Tocando de Primeira

Faltando pouco mais de dois meses para os festejos de fim de ano, levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens e do Serviço (CNC) pode oferecer um acalento para os mais de 12 milhões de desempregados no Brasil. De acordo com a entidade, após seis anos, as contratações com foco nos festejos de fim de ano voltam a apresentar perspectivas positivas, assim como o faturamento, estimado em R$ 35,9 bilhões.

No total, a estimativa da entidade é que 91 mil trabalhadores sejam contratados na modalidade temporária. Em Pernambuco, a expectativa da entidade é que 4,3 mil trabalhadores possam entrar no mercado de trabalho temporário no estado, que deve movimentar R$ 1,2 bilhão no período, 0,9% a mais que em 2018. De acordo com o estudo, os maiores volumes de contratações deverão ocorrer nos ramos de vestuário (62,5 mil vagas) e de hiper e supermercados (12,8 mil).

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Como justificativa para a projeção positiva, o economista da CNC, Fábio Bentes, sinaliza três grandes motivadores desse desempenho – juros baixos; condições de crédito atrativas e recursos extraordinários proporcionados pela liberação do FGTS. “As condições de consumo no fim de ano estão se combinando de uma forma que essas projeções positivas se confirmem. Uma inflação menor correi menos o poder de compra do consumidor, assim como as condições de crédito, com prazos para pagamento maiores faz toda a diferença na hora do brasileiro consumir”, explica Bentes.


Ele completa dizendo que a liberação do FGTS ativo e inativo promove um recurso extra para o trabalhador. “É um pouquinho a mais no bolso do consumidor”, completa, afirmando que as estimativas poderiam ser até melhor, se o mercado de trabalho tivesse apontado redução significativa no número do desemprego. “A situação ainda não é a ideal, mas todo esse cenário vai ajudar o varejo a obter esse desempenho positivo este ano”, pondera Bentes.

A taxa de efetivação segue em sintonia com a contratação de temporários. De acordo com a CNC, 26% dos contratos temporários devem ser efetivados no próximo ano. Porém, Fábio Bentes atenta para o início dessas contratações. Diferente dos anos pré-crise, em que as contratações se davam entre os meses de setembro e outubro, agora elas ocorrem aos 45 minutos do segundo tempo. “Até 2014, 16% das contratações ocorria no mês de dezembro. De 2015 para cá, 24% das contratações acontecem em dezembro, com pico dos contratados em novembro, o que deve se repetir este ano”, adianta o economista.

Fonte: Folha de Pernambuco

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