Brasil vai dar adeus aos juros altos?

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Tocando de Primeira

A ata do Copom divulgada nesta terça-feira destaca o efeito da reforma da Previdência sobre a queda do juro estrutural no Brasil e endossa as apostas do mercado de que a Selic buscará novo pisos históricos até o fim do ano. Mais do que isso: fortalece a visão dos economistas de que a taxa permanecerá em nível baixo por mais tempo e, quando subir, não chegará aos picos já vistos no país.

Ao reduzir os gastos do governo, elevar a poupança pública e incentivar a população a poupar mais, a reforma da Previdência ajuda na redução gradual da taxa de juros estrutural da economia, diz a ata do Copom, ao explicar o corte de meio ponto da Selic, para 6%. “A taxa de juros estrutural é um ponto de referência para a condução da política monetária”, segundo o BC.

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O economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, estimou, antes do último Copom, que a taxa neutra do país está em 3,5%. Em 2017, uma pesquisa do BC com o mercado mostrou que essa taxa estava em 5%. Para o economista Daniel Weeks, da Garde Asset Management, o número pode estar ainda menor, em 3%, e com tendência de baixa.

A queda da taxa estrutural, ou neutra, sinaliza que o recuo da Selic deve será mais duradouro, diz o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira. Se o BC cortar o juro para 5% até o fim do ano, a taxa poderá ficar neste nível ao longo de 2020.

Fonte: Exame

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