Cientistas usam implante neural para administrar drogas no cérebro

Cientistas usam implante neural para administrar drogas no cérebro

54
Compartilhar

Tocando de Primeira

Uma equipe formada por pesquisadores norte-americanos e sul-coreanos está trabalhando no desenvolvimento de um método inovador para o tratamento de diversos problemas neurológicos e mentais.

O sistema funciona a partir de um implante neural que pode ser ativado por meio de um aplicativo de celular para a liberação de diferentes medicamentos no cérebro ou administração de fototerapia – que se baseia na emissão de diferentes espectros da luz para tratar os mais variados males – diretamente sobre células nervosas.

Direto no cérebro

Tocando de Primeira

De acordo com o Eureka Alert o implante consiste em um dispositivo maleável que pode ser controlado através de um smatphone e possui uma espécie de cartucho substituível que contém as drogas que serão administradas ao paciente e pode ser equipado com luzinhas de LED do tamanho de grãos de sal. O interessante é que o método permitirá que os tratamentos – sejam os medicamentosos ou a fototerapia – sejam focados em células nervosas específicas.

Além disso, como é possível substituir e reabastecer os “cartuchos” com medicamentos, o implante pode ser usado por longos períodos de tempo. De momento, o novo método foi testado em ratinhos de laboratório, e os implantes foram posicionados nos cérebros dos animais com o uso de um dispositivo flexível e tão fino quanto um fio de cabelo humano.

Se tudo correr bem e os cientistas tiverem sucesso com os ensaios clínicos, o novo sistema representará um avanço com relação aos tratamentos atuais – que, além de serem menos eficientes, se baseiam no uso de tubos rígidos de metal ou fibra óptica para a administração de drogas que limitam os movimentos dos pacientes e podem causar danos nos tecidos cerebrais com o tempo.

Ademais, pesquisadores acreditam que os implantes podem se transformer em uma importante arma no tratamento de doenças como o Alzheimer e o Parkinson, assim como da dor crônica, de dependências físicas, da depressão, e de outros problemas emocionais.

Fonte: Tecmundo

Tocando de Primeira