S&P anuncia novo rebaixamento do Brasil devido à demora nas reformas

S&P anuncia novo rebaixamento do Brasil devido à demora nas reformas

58
Compartilhar


A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a avaliação dos títulos soberanos do Brasil de BB para BB-, com perspectiva “estável”.

O principal motivo do rebaixamento, de acordo com a nota da agência, é a demora na aprovação de reformas que levem ao equilíbrio fiscal e o aparente desinteresse da classe política em promovê-las.

Essa nova nota deixa o país a três patamares abaixo do nível de investimento e antecede a votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, marcada para 19 de fevereiro.

Em nota, o Ministério da Fazenda destaca a necessidade das reformas para recuparar a nota do Brasil e diz que o governo “deve progredir com a agenda de reformas”.


A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) comunicou nesta quinta-feira (11/1/18) a reavaliação da nota de crédito soberano do Brasil de BB para BB-, com alteração da perspectiva de negativa para estável.

A agência reconhece a ampla agenda de ações do governo para fortalecer o crescimento e melhorar as condições fiscais dos próximos anos. Em particular, enfatiza o sucesso na aprovação de medidas como o Teto de Gastos, a Reforma Trabalhista, o Programa de Recuperação Fiscal dos Estados, a reabertura do setor de óleo e gás, a reformulação das políticas de crédito do BNDES e a nova Taxa de Longo Prazo (TLP). O que, aliado ao sucesso da política monetária e solidez das contas externas, fundamentou a alteração da perspectiva da nota de crédito de negativa para estável.

A S&P ressalta a necessidade e urgência da aprovação de propostas de consolidação das contas públicas pelo Congresso Nacional, como a Reforma da Previdência, além do adiamento do reajuste e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos, corroborando as propostas da equipe econômica.


A S&P avalia que há cenários que podem levar a uma eventual reversão da decisão tomada nesta quinta-feira, como a retomada do crescimento em função das medidas macro e microeconômicas já adotadas e aprovação das reformas. Uma elevação da nota, portanto, seria decorrente da aprovação das medidas fiscais propostas.

O governo federal mantém-se comprometido com a consolidação fiscal, que deve progredir com a agenda de reformas em debate no Congresso Nacional, e com a melhoria da produtividade e retomada do crescimento. O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a Reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo.

Sempre contamos com o apoio e com a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e temos certeza que o mesmo continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil.”

Do Correio Braziliense