OMS obtém autorização para usar vacina experimental contra ebola na República Democrática...

OMS obtém autorização para usar vacina experimental contra ebola na República Democrática do Congo

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Foram 39 casos foram reportados no mesmo período, sendo que vírus matou 19 pessoas.

Agentes de saúde trabalham para o controle do ebola no Congo; novos casos preocupam OMS (Foto: Media Coulibaly/Reuters)

Agentes de saúde trabalham para o controle do ebola no Congo; novos casos preocupam OMS (Foto: Media Coulibaly/Reuters)

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) obteve autorização das autoridades da República Democrática do Congo para importar e usar uma vacina experimental contra o ebola no país, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (14).

“Temos o assentimento, o registro, mais a permissão de importação, tudo já aceito formalmente”, disse Tedros.

“Tudo está pronto para ser usado.”

A vacinação pode começar já na próxima segunda-feira, informou.

A vacina, desenvolvida pela Merck em 2016, se mostrou segura e eficaz em testes com humanos, mas ainda é experimental por ainda não ter uma licença. Ela precisa ser mantida entre as temperaturas de – 60ºC a – 80 ºC, o que cria grandes desafios logísticos.

Ebola atinge população da República Democrática do Congo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Ebola atinge população da República Democrática do Congo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Testada na Guiné em 2015, ao final de um grande surto de ebola na África Ocidental, a vacina foi projetada para ser usada com a chamada abordagem da “vacinação em anel”.

Segundo esta abordagem, quando um novo caso de ebola é diagnosticado todas as pessoas com quem os infectados podem ter tido contato recente são rastreadas e vacinadas para se tentar evitar a disseminação da doença.

A OMS disse na manhã desta segunda-feira que a República Democrática do Congo relatou 39 casos suspeitos, prováveis ou confirmados de ebola entre 4 de abril e 13 de maio, entre eles 19 mortes.

A entidade também informou que 393 pessoas identificadas como contatos de pacientes com Ebola estão sendo monitoradas.

Fonte: G1