Evento é apontado como foco de sarampo que matou bebê em Pernambuco

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Tocando de Primeira

A progressão do surto de sarampo no estado do Pernambuco pode estar associada a um evento realizado no município de Taquaritinga do Norte, o Festival Café Cultural, apontado como um foco que disseminou a doença.

Esta é a suspeita das autoridades de saúde, que confirmaram nesta segunda (17) a primeira morte causada pela doença, de um bebê de sete meses, que veio a óbito no dia 17 de agosto. Já são 13 casos confirmados no Estado, sendo que cinco pacientes residem em Taquaritinga, incluindo a família do bebê que morreu.

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“Uma irmã da criança que morreu de sarampo também esteve no festival. Já confirmamos esta informação. Ela também apresentou sintomas da doença, já fizemos a coleta, mas ainda não temos a confirmação do resultado”, disse Luciana Albuquerque, secretária executiva de Vigilância e Saúde do Estado de Pernambuco. “Todos os cinco casos de Taquaritinga têm alguma conexão com o Festival Café Cultural. Mas tudo isso está sendo investigado para confirmar esta relação”.

Segundo a representante da Secretaria de Saúde de Pernambuco, uma equipe de campo, formada por técnicos do Ministério da Saúde e da Vigilância em Saúde do Estado, está em Taquaritinga para investigar todos os casos e estabelecer esta “cadeia de causalidades”.

O Festival Café Cultural foi realizado entre os dias 11 e 14 de julho. Além dos cinco casos registrados em Taquaritinga, existem dois outros casos em cidade vizinhas — Frei Miguelinho e Santa Cruz do Capibaribe — que também podem ter relação com o evento.

A Secretaria de Saúde do Estado já havia identificado um outro foco, relacionado a um grupo de quatro estudantes de Pernambuco que acabou contaminado pela doença em uma viagem a Porto Seguro, na Bahia. “Eles tiveram contato com um turista de São Paulo que estava com sarampo. Esta foi a primeira cadeia de transmissão que identificamos”, acrescentou Luciana Albuquerque.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco afirmou que o Estado tem estoques da vacina tríplice viral, que, além do sarampo, protege contra rubéola e caxumba e é uma das maneiras mais eficazes de evitar a doença.

“Os municípios têm relatado aumento na procura da vacina tríplice viral, principalmente pelo público adulto. Contudo, não podemos esquecer a importância de vacinar crianças , população com mais risco de agravamento do quadro. Elas precisam ter duas doses da vacina para estar devidamente protegidas. Além disso, os meninos e meninas entre 6 meses e 11 meses também devem tomar a dose zero, que foi instituída no Brasil desde o mês de agosto”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo, que destacou ainda o empenho do governo em investigar outros casos suspeitos.

Fonte: Época

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