Brasil é o 3º país com maior alta nos casos de sarampo

Brasil é o 3º país com maior alta nos casos de sarampo

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O Fundo Internacional de Emergência para a Infância das Nações Unidas (Unicef) alertou nesta quinta-feira (28) para uma alta nos níveis de infecção por sarampo em todo o mundo. Dez países são responsáveis por 74% do aumento dos casos da doença entre 2017 e 2018, com destaque para Ucrânia, Filipinas e Brasil – em primeiro, segundo e terceiro lugar.

Em todo o mundo, 98 países reportaram mais casos da doença em 2018 do que em 2017. A Ucrânia, que registrou mais de 35 mil casos no ano passado, já registra 24.042 novas infecções nos dois primeiros meses de 2019. Nas Filipinas ocorre a mesma situação: já são 12.736 casos neste ano, contra 13.192 em 2018.

“Esse é um alerta. Temos vacinas seguras, eficientes e baratas contra essa doença tão contagiosa – vacinas que têm salvado quase um milhão de vidas por ano nas duas últimas décadas”, afirma Henrietta H. Fore, Diretora-Executiva do Unicef.

“Esses casos não apareceram da noite para o dia. Assim como os sérios surtos que estamos no momento tiveram início em 2018, a falta de ações hoje trará consequências desastrosas para as crianças amanhã”, completou.

Medidas de combate

País com maior alta nos casos, a Ucrânia está com forte apoio da Unicef e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar a vacinação em todo o território e combater o medo da população em relação à imunização. O Ministério da Saúde do país iniciou uma estratégia nas escolas e clínicas da região de Lviv, onde há maior receio dos moradores.

Nas Filipinas, o governo vai começar uma campanha para proteger 9 milhões de crianças contra o sarampo e a poliomielite. No Brasil, entre agosto e setembro de 2018, mais de 11 milhões de pessoas com menos de 5 anos receberam uma dose das vacinas contra as duas doenças.

Recado da Unicef

Para combater o sarampo, o Unicef reuniu informações enviadas aos governos, profissionais de saúde e famílias, e recomenda:

  • Entender que as vacinas são opções seguras e eficientes, que podem salvar a vida da criança;
  • Vacinar todas as crianças de 6 meses a 5 anos durante os surtos;
  • Treinar e equipar os profissionais de saúde para que possam prover serviços de qualidade;
  • Fortalecer os programas de imunização para fornecer todas as vacinas que salvam vidas.

Fonte: G1