Água tóxica: Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde

Água tóxica: Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde

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As águas do Rio Paraopeba, atingidas pela avalanche de lama causada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), apresentam riscos à saúde humana e animal e não devem ser usadas para qualquer finalidade, alertou o governo de Minas Gerais nesta quinta-feira (31/01).

Baseado nos resultados iniciais do monitoramento do rio feito pelo governo mineiro, o alerta foi divulgado pelas secretarias estaduais de Saúde, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais.

“Diante disso e por segurança à população, os órgãos citados não indicam a utilização da água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade, até que a situação seja normalizada”, afirmaram em comunicado.

Para informar a população sobre a orientação, servidores da Secretaria de Agropecuária estão percorrendo 20 municípios na região. O contato eventual com as águas do rio não causa risco de morte, mas as secretarias recomendaram que moradores da área não se aproximem mais de 100 metros das margens.

Aqueles que tenham tido contato com a água bruta do rio ou ingerido alimentos que tenham tido esse contato e apresentarem vômitos, náuseas, coceira, diarreia e outros sintomas devem procurar assistência médica.

As comunidades que eram abastecidas pelo rio devem receber água potável da Vale, conforme determinação do governo mineiro. Também foi suspensa a necessidade de emissão de outorga para a perfuração de poços artesianos.

O número de mortos no desastre de Brumadinho, ocorrido na última sexta-feira, subiu para 99 nesta quarta, dos quais 57 foram identificados. Outras 259 pessoas seguem desaparecidas.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), quase 200 barragens de mineração no país têm alto potencial de danos sociais, econômicos e ambientais, assim como tinha a barragem Córrego do Feijão, que rompeu em Brumadinho.

Fonte: Carta Capital