Número de mortes na fronteira do México com os EUA cresce em...

Número de mortes na fronteira do México com os EUA cresce em 2017

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NOVA YORK – O número de imigrantes que morreram nas proximidades da fronteira dos EUA com o México aumentou em 2017, apesar da queda do número de pessoas que tentam atravessar ilegalmente, de acordo com a agência United Nations. As informações são da France Presse.

Em 2017, 412 pessoas morreram nos dois lados da fronteira. Em 2016, foram 398 mortes. Em 2018, 16 imigrantes perderam a vida na travessia.

“O aumento do número de mortes é uma preocupação, já que o número de pessoas tentando atravessar diminuiu no ano passado”, comentou Frank Lackzko, presidente da organização Global Migration Data Analysis Centre.

No ano passado, agentes do Border Patrol prenderam 341.084 pessoas tentando atravessar a fronteira, queda de 44% em relação ao ano anterior, quando 611.689 pessoas foram presas.

A principal causa de mortes é por afogamento no Rio Grande. Noventa e uma pessoas morreram afogadas em 2017. As outras causas são desidratação, hipotermia e, por último, violência, como ação de gangues e coiotes.

A principal hipótese é que, pelo risco maior de detenção pelo reforço do controle fronteiriço feito pelo governo atual, os imigrantes “procuram rotas mais remotas para evitar a captura”, de acordo com as conclusões da agência da ONU, que divulgou seus resultados nessa semana, baseados em dados próprios, governamentais e de informações jornalísticas.

Os números de 2017 mantêm a tendência de aumento dos últimos anos. Em 2015 morreram 339 pessoas na fronteira e em 2014 foram 307. Aproximadamente um terço dos mortos são centro-americanos e o restante dos outros países da América Latina. A imensa maioria dos mortos é de homens. No ano passado morreram 22 mulheres e 5 crianças. Quando são encontrados, entretanto, muitos dos corpos estão em estado de decomposição e sem documentos, o que dificulta sua identificação.

Com France Presse