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Rodrigo Maia chora ao entregar reforma da Previdência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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Tocando de Primeira

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chorou ao assinar e entregar o texto da reforma da Previdência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AM), durante entrevista ao jornalista Gerson Camarotti, da GloboNews, exibida na noite desta 6ª feira (9.ago.2019).

O programa GNewsPolítica com participação dos presidentes das Casas legislativas foi gravado nessa 5ª feira (8.ago), mesmo dia em que Maia foi ao Senado para levar o texto, cuja tramitação na Câmara foi concluída na 4ª feira (7.ago).

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Na entrevista, Maia e Alcolumbre falaram sobre a tramitação da reforma da Previdência na Câmara, os próximos passos da proposta no Senado e pautas para o 2º semestre.

Durante o programa, Maia criticou de maneira oblíqua o presidente da República, Jair Bolsonaro. Na ocasião, disse que fatores externos podem influenciar emocionalmente em uma eleição.

“A emoção é muito forte na decisão do voto. A pessoa que tá desempregada, é claro que tem muita emoção quando ela vai dar o voto para presidente da República ou para governador. A Inglaterra deu 1 exemplo da emoção. A saída do Brexit é uma decisão emocional. O voto é emocional e quando a gente decide com emoção, muitas vezes, a gente não vê o que tem por trás de uma decisão que a gente tá tomando”, afirmou.

O demista também criticou a “desorganização da base do governo” e disse que se tivesse deixado a responsabilidade da reforma da Previdência para os governistas, a matéria ainda estaria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Maia e Alcolumbre, por diversas vezes, destacaram a independência do Congresso. Segundo o presidente da Casa Baixa, o Legislativo tem prerrogativa para priorizar as pautas que chegam do Executivo.

“Acho que o parlamento se deu conta disso e quer trabalhar em conjunto, Câmara e Senado, para que a gente possa reformar o Estado brasileiro. Para mim é isso que aconteceu. E, claro, um governo que começa sem trabalhar em coalizão, que eu acho que foi bom, eu acho que reforçou a nossa democracia ter um parlamento mais independente, um parlamento que recupera a sua prerrogativa do orçamento impositivo, que é assim nos Estados Unidos, é assim na Alemanha, é assim na França, é assim nas grandes democracias”, disse.

Fonte: Poder 360

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