“Preso pela Coca-Cola”, diz dono da Dolly em cartaz

“Preso pela Coca-Cola”, diz dono da Dolly em cartaz

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O empresário Laerte Codonho, dono da empresa de refrigerantes Dolly, foi preso na manhã desta quinta-feira por fraude fiscal. Ao chegar ao 77º Distrito Policial, ele exibiu uma folha de papel na qual se podia ler a frase: ‘preso pela Coca-Cola’. Procurada, a Coca-Cola informou que ‘não comenta processos judiciais em que não esteja envolvida’.

Laerte Codonho, chegou à delegacia carregando um cartaz em que se lia: “Preso pela Coca-Cola”. (Foto: Globo News)

Codonho estava em sua casa, localizada na Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo, quando os policiais chegaram. Além dele, foram presos Julio Cesar Requena Mazzi, apontado como braço financeiro da empresa, e o ex-contador Rogério Raucci. Todos são acusados de sonegação, lavagem de dinheiro e fraude fiscal, entre outros crimes.

“A dívida bilionária foi constituída por fraudes praticadas por muitos anos, que foram evoluindo ao longo do tempo, à medida que aumentava o cerco da procuradoria”, afirma Rodrigo Silveira, promotor de Justiça do Gedec (Grupo de Representação a Delitos Econômicos).

Na operação, foram apreendidos treze veículos de luxo e de colecionador, além de três helicópteros. Uma das aeronaves estava em situação irregular junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e outra foi encontrada num hangar clandestino. Durante as diligências, houve ainda a apreensão de valores em espécie totalizando ao menos 4.000 libras e mais 4.000 euros.

“Na operação, foram apreendidos treze veículos de luxo e de colecionador, além de três helicópteros”

Em fevereiro, reportagem de VEJA revelou que Codonho havia sido condenado a seis anos e sete meses de prisão e ao pagamento de multa por sonegação de benefícios previdenciários. A sentença contra o empresário e outros quatro funcionários da empresa foi dada pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo (SP).

As investigações apontam para uma fraude fiscal de 4 bilhões de reais, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Um dos desvios consistiu na demissão de funcionários para posterior recontratação por outra companhia para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social.

Fonte: Veja, com informações de Valor econômico