Homosexual brasileiro é espancado e mantido em cativeiro por americano em Massachusetts...

Homosexual brasileiro é espancado e mantido em cativeiro por americano em Massachusetts nos EUA

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NOVA YORK – No dia 30 de junho, o Departamento de polícia de Framingham no estado americano de Massachusetts, anunciou a prisão do norte- americano Jackson Sugrue, de 19 anos. Ele, que é morador da cidade, foi acusado de crime motivado por ódio e manter o brasileiro Otoni Eliseu, de 50 anos, natural da Bahia, em cativeiro por quatro dias porque a vítima é homossexual.

Eliseu estava envolto em sangue quando os policiais o encontraram.

Os oficiais relataram que encontraram o brasileiro coberto por muito sangue e com várias escoriações pelo corpo.

O brasileiro disse que foi mantido preso contra a sua vontade e que nos quatro dias que ficou no porão da igreja, não recebeu comida nem água. Além disso, ele era espancado pelo suspeito.

O jovem foi preso e indiciado por crime de ódio. A vítima informou à polícia que o agressor gritava e proferia xingamentos contra homossexuais, de acordo com relatórios da Promotoria Pública.

Segundo os relatórios policiais, Otoni foi encontrado depois que o departamento recebeu uma ligação informando que uma pessoa havia sido agredida com um bastão. Quando foram ao local, os investigadores encontraram a vítima trajando apenas uma calça comprida, caída ao chão, ensanguentada e com escoriações pelo corpo.

Norte- americano Jackson Sugrue, de 19 anos é acusado de espancar e manter em cativeiro o brasileiros Otoni Eliseu

O brasileiro foi encaminhado ao MetroWest Medical Center, onde recebeu tratamento. Mais tarde, os policiais descobriram que o suspeito e vítima se conheciam. Isso aconteceu depois que o brasileiro relatou relatado que dos dois “estavam juntos, antes de Sugrue se tornar violento”.

O apartamento onde ocorreu a agressão fica localizado no porão da Igreja Batista da Filadélfia, local em que Eliseu vive depois que o pastor permitiu que ele ficasse lá.

“Ele estava vivendo há duas semanas no meio do mato”, disse Murilo da Silva, o pastor da igreja.

Eliseu afirmou aos policiais que ficou em cativeiro, no banheiro do apartamento, sem comida ou água.

Na segunda-feira (02), o Promotoria afirmou que Jackson teria impedido a vítima de sair do apartamento ao pegar o aparelho celular dela e fazer ameaças. Eliseu disse que Sugrue é um homem perigoso.

Jackson teria impedido que Otoni bebesse ou comesse quando estava cativo. A Promotoria relatou, ainda, que o agressor teria jogado a vítima ao chão e pisando várias vezes na garganta dele e apertado o seu pescoço. O brasileiro alega que se trata de crime de ódio porque ele é homossexual.

“Ele bateu nas minhas costas, nas minhas nádegas, dizendo ‘você é gay, você gosta de mim’”, disse Otoni.

O brasileiro disse, ainda, que implorou e gritou para sair do banheiro. “Jesus estava me ajudando. Graças a Deus, eu estou vivo”, disse ele.

Ainda no sábado, policiais prenderam Jackson numa casa na Belknap Road. Ele está sendo acusado de crime motivado por ódio, agressão com arma perigosa, agressão e intimidação de testemunha. O Juiz David Cunis determinou a fiança em US$ 1 mil e ordenou que o réu fique longe da vítima, assim como da Igreja Batista da Filadélfia.

Jackson nega as acusações e alega que na realidade ele é a vítima, pois Otoni tentou tirar vantagem dele, segundo o advogado de defesa. “Ele (Eliseu) estava tentando fazer coisas que são contra a natureza dele”, alegou Kenneth Gross.

Os pais de Sugrue disseram ao jornal local que Otoni estava “obcecado com o filho deles”. “É absolutamente ridículo sugerir que o meu filho tem algo a ver com crime motivado por ódio”, disse Frank Sugrue ao jornal.

Com Brazilian Times