Carnaval oferece oportunidades de negócios para empreendedores no Recife

Carnaval oferece oportunidades de negócios para empreendedores no Recife

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Espaço colaborativo no Centro da capital reúne produtos e serviços de 72 marcas, como fantasias, acessórios, maquiagens e customização de abadás.


Espaço colaborativo no Recife oferece produtos para o carnaval de 72 lojas

Espaço colaborativo no Recife oferece produtos para o carnaval de 72 lojas

Com a proximidade do carnaval, empreendedores desenvolvem produtos específicos para a folia, como fantasias, acessórios, maquiagens e customização de abadás. Para o negócio decolar, é necessário acompanhar as tendências e prezar por organização financeira e disciplina no trabalho.

Victor Abreu, analista do Sebrae, tem orientações para quem quer investir e ganhar uma renda extra com os preparativos para a festa de Momo. “É muito importante conhecer os custos de cada produto e do negócio como um todo, assim como ter uma estrutura de pessoal, de sistema de gestão, de divulgação e entrega do produto”, diz.

Segundo o especialista, apenas conhecendo todas as etapas do negócio é possível estimar o retorno que ele pode dar e saber se atende às expectativas de geração de lucro. “Primeiro, é preciso ter uma ideia. Depois, desenvolver um modelo mínimo para testá-la e colocá-la em prática. Isso sempre mensurando os resultados”, conta.

Além desses cuidados, o empreendedor deve conhecer a experiência do cliente. “No carnaval, você deve saber, por exemplo, se a roupa é funcional para quem vai dançar, pular e suar o dia inteiro”, afirma. E dá a dica: “Hoje em dia é melhor começar com um investimento baixo e ir aumentando à medida que o produto for dando retorno financeiro”.

Máscara de carnaval é um dos acessórios à venda em espaço colaborativo no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Máscara de carnaval é um dos acessórios à venda em espaço colaborativo no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Quem concorda com esse ponto de vista é a designer de moda e acessórios Nataly Pontes. “Faz a diferença o dono estar por dentro de tudo. Desde o atendimento à produção. Não é só sobre acompanhar tendências, mas participar, ouvir os clientes”, diz.

Pensando no carnaval como um negócio, Nataly idealizou um espaço colaborativo no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, que conta com produtos e serviços de 72 marcas. “A pessoa pode fazer um lanche enquanto seu abadá é customizado. É esse o nosso diferencial”, conta.

Para a empreendedora, o espaço abre alas para que marcas menores consigam se inserir nesse mercado. “É aquela coisa de o cliente chegar atrás de uma fantasia e acabar levando um glitter de uma marca parceira que ele nem conhecia. Gera visibilidade, além de o custo ser reduzido”, explica.

O designer de moda Max Santos optou por deixar as suas criações, focadas no público masculino, no espaço colaborativo. “Todo ano parece que há um aumento de marcas que produzem um extra para o carnaval, uma coleção especial. Eu desenvolvo produto de moda o ano inteiro e agora venho trazer novidade para a folia também”, diz.

Carnaval é oportunidade para empreendedores

Carnaval é oportunidade para empreendedores

Para ele, a tendência deste ano é a transparência. “O homem está muito moderno hoje em dia. Não tem mais isso de a roupa estar muito chamativa, brilhosa ou transparente. O mercado está aberto e trazendo novidades para esse público também”, afirma.

Quem também escolheu o espaço colaborativo para expor suas peças foi a artesã Eliane Albuquerque, que produz acessórios e bordados. “Fico prestando atenção nas tendências. Faço fantasias infantis e adereços para adultos, mas, quando acaba o carnaval, já começo a pensar na produção do restante do ano”, conta.

Segundo Nataly, apesar de a demanda ser maior no carnaval, o negócio tem público suficiente para se manter o ano todo. “A gente tem uns tecidos bem específicos, os brilhosos, e agora os com a tendência do neon. À medida que chegam as novidades, vamos fazendo as reposições”, explica.

Fonte: G1