Short tropical conquista os homens na praia

Short tropical conquista os homens na praia

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Tocando de Primeira

Abacaxis, melancias, picolés, flamingos, pavões, golfinhos, tartarugas e mais uma flora extensa fazem parte da grande modinha do verão: estampam os shorts masculinos mais procurados nas lojas do Litoral Norte. Sob os apelidos de “short tropical”, “da onda” ou “dos argentinos”, a peça de roupa virou febre entre os homens de todas as faixas etárias, até mesmo os mais velhos, e vai bem tanto na beira do mar quanto na balada.

A barra subiu um pouco, ficando alguns centímetros acima dos joelhos, e a cintura, agora, tem elástico além do tradicional cordão para amarrar. As cores e estampas chamativas não afastam nem mesmo os mais conservadores.

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— No ano passado, tinha estourado um pouco, mas este ano foi o “boom”. Tive dois clientes mais velhos que iam para um cruzeiro no Caribe que compraram. Levaram dois ou três cada um — relata Vanessa Meireles, proprietária de uma loja no centro de Capão da Canoa.

Os shorts estampados fizeram tanto sucesso, que Vanessa se viu obrigada a repor o estoque duas vezes. Em novembro, foram cerca de 150 peças, vendidas, em média, a R$ 99. Para o Natal, chegaram mais 200 shorts, que também evaporaram:

—  Agora, só estamos com tamanhos maiores. Estou aguardando nova reposição. Pedi tudo o que sobrou na fábrica.

Vizinho e cliente da lojista de Capão, Fabio Correa, 28 anos, arrematou dois shorts neste verão. Ligado nas tendências de moda, ele foi avisado dos produtos pela esposa, que conhece as preferências do parceiro.

— Ele é bem mais confortável e posso vestir com camisa, sapatilha, tênis. Pode usar o dia todo, para o trabalho ou sair à noite. É uma coisa bem diferente — enumera o jovem, proprietário de uma loja de cervejas em Capão.

“Quanto mais colorida, mais eles gostam”

Estreando este ano em um shopping de Capão da Canoa, uma loja masculina é o paraíso para quem deseja adquirir a nova tendência. Espalhados pelas paredes, dezenas e mais dezenas de shorts fazem a festa dos consumidores. As estampas são diversas: vão desde as florais até as mais ousadas com flamingos e melancias. As peças são vendidas, em média, a R$ 60, e não têm parado nos cabides, garante a gerente Cheila Reis:

— Eles compram uma e trazem outros amigos para comprar também. Quanto mais colorida, mais eles gostam.

Com tantas opções, o entra e sai de compradores é grande. O representante comercial Alex Lunardi, 28 anos, aproveitou um dia cinzento do fim de semana para experimentar alguns modelos na companhia da namorada:

— Tenho umas quatro dessas já, de golfinho, tartaruga e, agora, de arara. É mais bonito e todo mundo está usando.

Em Tramandaí, as peças ainda são escassas nas vitrines. Um dos poucos que apostaram na novidade foi Douglas Assis Gonçalves, proprietário de um estabelecimento focado em moda masculina. No começo da temporada, ele ostentava diversas opções. Hoje, a variedade está reduzida e meia dúzia de shorts, que custam cerca de R$ 69:

— Essa moda veio da Argentina para Santa Catarina e se espalhou pelo Brasil inteiro. Vendi mais de cem peças em uma semana. Todos procuram: da criança ao mais senhor. Eles vieram para substituir sunga também.

Fonte: Gaucha ZH

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