EUA defendem que decisão sobre Jerusalém ajudará a avançar no processo de...

EUA defendem que decisão sobre Jerusalém ajudará a avançar no processo de paz

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A embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, defendeu neste domingo que a decisão do seu governo de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel “movimentará a bola para frente” no processo de paz entre israelenses e palestinos. As informações são da Agência EFE.

“Quando alguém toma uma decisão sempre haverá alguns que verão isso negativamente e outros que verão positivamente. Mas, acho que, ao final, isto movimentará a bola para frente no processo de paz”, afirmou ela em entrevista à rede CNN.


Haley defendeu assim a decisão anunciada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e ordenar que a embaixada norte-americana no país seja transferida de Tel Aviv para lá.

A decisão comprometeu o papel do Executivo em Washington como mediador de paz, disparou a tensão na região com dezenas de protestos, principalmente em países árabes, e provocou até uma declaração de condenação dos ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe, que pediram a Trump que se retrate.

Na entrevista à CNN, Haley reconheceu que o seu governo já esperava reações negativas, mas insistiu que reconhecer Jerusalém como a capital israelense ajudará na paz. Ela considerou que Trump “tirou Jerusalém” da mesa de negociação, para que líderes israelenses e palestinos possam agora abordar outros temas, como Jerusalém Oriental, que os palestinos reivindicam como capital do seu futuro Estado e que Israel ocupou em 1967. Após a sua anexação, a ONU pediu que a comunidade internacional retirasse as suas delegações da Cidade Santa.

“Sobre Jerusalém Oriental ou a qualquer outra parte, isso é entre palestinos e os israelenses, isso não cabe aos Estados Unidos. O que nos cabe aos Estados Unidos é dizer que queremos a nossa embaixada na capital e a capital é Jerusalém”, defendeu Haley.

Da Agência EFE