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Candidato de esquerda López Obrador é eleito presidente do México, e rivais já reconhecem sua vitória

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NOVA YORK – Os principais candidatos à presidência do México José Antonio Meade, Ricardo Anaya e Jaime Rodríguez Calderon reconheceram a vitória do esquerdista López Obrador nas eleições deste domingo (1) logo após a divulgação dos números da pesquisa de boca de urna. O resultado oficial deverá ser conhecido nesta segunda-feira (2). Não há segundo turno no país.

Andrés Manuel López Obrador (Foto: Reuters)

O primeiro a falar sobre a vitória de Obrador foi Antonio Meade, candidato governista. Na sequência, Ricardo Anaya, que faz parte de uma coalizão de direita e esquerda, também deu a vitória para Obrador. Logo depois, Jaime Rodríguez Calderon admitiu a derrota.

“Andrés Manuel López Obrador foi quem obteve a maioria (…). Pelo bem do México, desejo que ele tenha o maior sucesso”, disse o candidato Antonio Meade.

Pesquisas boca de urna

Andrés Manuel López Obrador, candidato da coalizão de esquerda Movimento Regeneração Nacional (Morena), deve ter mais de 40% dos votos, segundo projeções dos institutos de pesquisas baseadas na boca de urna. As seções eleitorais foram abertas às 9h e se fecharam às 20h, pelo horário de Brasília.

O instituto Consulta Mitofsky atribui a López Obrador entre 43% e 49% dos votos, o jornal El Financiero, 49%, e o Gabinete de Comunicação Estratégica, 43,2%, o que representa mais de 20 pontos de vantagem sobre Ricardo Anaya, da coalizão conservadora apoiada por parte da esquerda, e de José Antonio Medade, do governista Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Além da eleição para presidente, quase 89 milhões de mexicanos estão registrados para escolher governadores, prefeitos e deputados locais e federais, entre os mais de 18 mil cargos em disputa.

Governo de Peña Nieto

Enrique Pieña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou ininterruptamente de 1929 a 2000, deixa o país com uma enfraquecida confiança pública. Dois em cada 10 mexicanos aprovam sua gestão (21%), mas 69% não gostam de seu desempenho, de acordo com a última avaliação da Consultoria Mitofsky, difundida em fevereiro.

Os seis anos de Pieña Nieto na presidência foram marcados por reformas de grande porte (não isentas de polêmica) e vários escândalos de corrupção e denúncias de violações dos direitos humanos.

Recorde de violência

O México encerrou sua campanha eleitoral como recorde da “mais violenta” dos últimos anos, segundo um informe da consultoria Etellekt. Desde setembro, quando começou a pré-campanha, houve 124 políticos assassinados, entre eles 29 pré-candidatos e 18 candidatos, segundo balanço da empresa e de veículos locais, citado pela AFP.

Vários candidatos consultados pela agência reconheceram fazer sua campanha com medo e alguns deles decidiram contratar seguranças.

A violência eleitoral se soma à que diariamente angustia os mexicanos, que fecharam 2017 com a cifra recorde de 25.339 assassinatos.

Com G1