Argentina anuncia renegociação da dívida com FMI

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Tocando de Primeira

A Argentina vai iniciar um processo para estender os prazos de vencimento de sua dívida com credores privados e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o ministro da Fazenda, Hernan Lacunza em entrevista coletiva nesta quarta-feira (28).

Lacunza ressaltou que os pagamentos a pessoas físicas prosseguirão normalmente e que os pagamentos da dívida não serão interrompidos.

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Ele disse que as medidas foram informadas antes ao FMI, cujos representantes estiveram no país nesta semana e voltaram hoje a Washington.

O ministro também reafirmou que o diálogo não altera o cumprimento das metas já fechadas com o FMI e que deve haver uma nova reunião com representantes do fundo “nas próximas semanas”.

Segundo ele, esse diálogo será de longo prazo e necessariamente será concluído apenas no próximo governo, seja ele do atual presidente Mauricio Macri ou de outro nome.

Lacunza, que assumiu o cargo no dia 19 após a renúncia de Nicolás Dujvone, disse que Macri lhe deu como missão impedir que o dólar e a inflação subam mais.

O país passa por uma grave turbulência financeira nas últimas semanas diante da perspectiva de vitória do candidato oposicionista Alberto Fernández.

Ele tem insistido na necessidade de renegociar os termos do acordo com o FMI e tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner, que aplicou medidas como controles do câmbio e de preços, restrições comerciais, subsídios, intervenções setoriais e restrições à divulgação de estatísticas.

A extensão dos pagamentos da dívida de curto prazo com investidores institucionais permitirá, segundo Lacunza retirar pressão nos meses anteriores ao primeiro turno presidencial, em 27 de outubro.

A decisão do governo argentino deve trazer ainda mais pressão para a cotação do Real, que hoje fechou em R$ 4,169. A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil.

Em nota, o FMI informou que analisa a operação anunciada pelo governo, assim como seus impactos, e que entende que as autoridades tomaram “passos importantes para enfrentar as necessidades de liquidez e preservar as reservas” e que apoiará a Argentina “durante estes tempos desafiadores”.

Fonte: Exame

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