Países discutem soluções sobre êxodo venezuelano

Países discutem soluções sobre êxodo venezuelano

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Êxodo venezuelano – O Brasil uniu-se à Colômbia, Equador e Peru nesta segunda-feira (27) para uma reunião, em Bogotá, para discutir soluções comuns para a migração de mais de 2,3 milhões de e o provável aumento desse êxodo nos próximos meses.

“Nas últimas horas, o Brasil confirmou sua participação” na reunião que começa hoje e terminará na terça-feira (28), anunciou o governo colombiano. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro  afirmou que será representado pelo seu embaixador em Bogotá, Julio Bitelli.

Durante o encontro, a portas fechadas, os países buscarão “estratégias conjuntas” para implementar na região. Os quatro países são os principais receptores dos venezuelanos, em especial dos que migram por terra. Peru e Equador impuseram medidas restritivas. No Brasil, há pressão do Estado de Roraima pelo bloqueio do ingresso dos migrantes, mas o governo federal tem rechaçado essa solução.

Com as restrições, as rotas de imigração para o Brasil e a Colômbia devem se acentuar. As autoridades migratórias dos quatro países divulgarão uma declaração na qual detalharão as ações acordadas para fazer frente ao êxodo de venezuelanos.

Na semana passada, o diretor de Migração da Colômbia, Christian Krüger Sarmiento, garantiu que “o êxodo de cidadãos venezuelanos não é um problema exclusivo da Colômbia, do Peru, do Equador ou de um só país”.

A questão é “regional” e assim deve ser abordada, disse Sarmient. Ele ressaltou que os venezuelanos “não estão deixando o país por gosto, mas em consequência de uma série de políticas de expulsão gerada pelo (presidente) Nicolás Maduro”.

Apenas desde 2015, 2,3 milhões de venezuelanos deixaram o país, dos quais 90% foram acolhidos na vizinhança sul-americana.

Cerca de 35.000 venezuelanos cruzam a cada dia a fronteira com a Colômbia, alguns em busca de alimentos e remédios, para depois retornar à Venezuela. Mas pelo menos 1 milhão de venezuelanos se instalaram definitivamente no país. No Brasil, são 60 mil já instalados.

Com a piora nas crises econômica e social na Venezuela, centenas de imigrantes passaram a atravessar a Colômbia de ônibus ou a pé para cruzar, depois, a fronteira com o Equador. Parte deles ainda faz um novo percurso até chegar ao Peru.

Desde sábado (25), o governo do Peru tem exigido a apresentação de passaportes válidos para a entrada de venezuelanos em seu território. O Equador também aplicou a mesma exigência, porém um tribunal de Quito anulou na sexta-feira (24) a medida e deu prazo de 45 dias para o Ministério de Relações Exteriores apresentar um plano se quiser retomar a restrição.

Fonte: Veja