Flagrantes mostram desespero de imigrantes para chegar à Europa

Flagrantes mostram desespero de imigrantes para chegar à Europa

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A questão da imigração não se restringe à segurança contra o terrorismo. Fora do Brasil, esse assunto envolve a maior tragédia humanitária da atualidade. Nos últimos dias, flagrantes registraram o desespero das pessoas para tentar recomeçar a vida na Europa.

O bote inflável superlotado chegou à praia espanhola de Zahara de Los Antunes às 14h de quarta-feira (9). Os imigrantes aproveitaram o tempo bom para se arriscar pelo mar. Partiram de um lugar ainda desconhecido na costa do Marrocos e remaram cerca de 20 quilômetros até chegar à Espanha.

Essa é só mais uma rota usada pelos mais de 100 mil africanos e árabes que entraram ilegalmente na Europa em 2017, fugindo de guerras, tentando começar uma vida nova.

Na Alemanha, o drama dos refugiados terminou debaixo de um trem de carga, nas proximidades da fronteira com a Áustria. A polícia encontrou 13 pessoas, entre elas cinco menores de idade desacompanhados.


As imagens foram feitas por uma câmera sensível ao calor, colocada em um helicóptero. Mostram que existem pessoas. São pessoas amedrontadas, como a gente fica sabendo quando chegam à estação de Raubling, no sul da Alemanha. E algumas com uma dor tão grande que precisam de ajuda para caminhar.

Os 13 imigrantes que foram flagrados debaixo da carga vieram da África. Alguns deles da mesma Somália de onde partiram alguns dos 180 imigrantes que foram atirados ao mar.

O caso terrível, mais um, foi na costa do Iêmen, o país árabe que fica muito próximo da África e serve de passagem para os refugiados, principalmente da Somália e da Etiópia, na tentativa de chegar à Europa.

Os imigrantes viajavam em barcos alugados por contrabandistas quando foram forçados a se jogar no mar. Cinco corpos chegaram à praia, e outros 50 imigrantes desapareceram, provavelmente porque morreram afogados.

Do G1