Empresária fatura cerca de R$ 800 mil com refeições para quem tem...

Empresária fatura cerca de R$ 800 mil com refeições para quem tem restrição alimentar

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Empreender com alimentação sempre foi um desejo da comunicadora social paulistana Adriana Fernandes, 44 anos. Porém, devido às obrigações do dia-a-dia e a rotina de trabalho, o sonho de abrir o próprio negócio teve que ser adiado por longos anos.

Foi somente em 2014, durante sua licença maternidade, que Adriana teve tempo de pensar melhor na criação de um negócio.

Esses momentos de planejamento aconteciam, na maior parte das vezes, nos períodos em Adriana amamentava seu segundo filho, o recém-nascido Léo.

Para alimentar o pequeno, inclusive, Adriana tinha que seguir uma dieta alimentar muito restritiva porque o menino havia nascido com alergia a diversos alimentos.

Ela não podia comer nada com glúten ou lactose. Do contrário, as substâncias iriam para o leite materno. “Eram poucos os ingredientes que eu podia ingerir. Então, eu vivia inventando variações de receitas para inovar e não enjoar”, diz Adriana. “Nesse mesmo tempo, a empresa em que eu trabalhava estava passando por dificuldades e eu previa que seria demitida. Precisava me preparar”, completa a empreendedora.

Diante das duas situações que se impunham, Adriana decidiu tomar uma decisão. “Pensei que apostar no mercado de alimentação restritiva poderia ser interessante, pois não havia ninguém fazendo isso até então.” Foi assim que nasceu, então, a Mandala Comidas Especiais.

Com um investimento inicial de R$ 350 mil, Adriana abriu sua cozinha industrial, localizada no bairro Perdizes, na zona oeste da capital paulista, onde também funciona a loja da fábrica.

Ali, a empreendedora e mais 7 funcionários produzem refeições, doces e salgados sem glúten, leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes, crustáceos e seus derivados, assim como o contato com o látex natural.

Ou seja, todas as receitas da Mandala são focadas para atender celíacos e pessoas alérgicas e intolerantes a determinados ingredientes. Como as receitas não levam ovos e leite, também são opções para veganos.

Para aprender a administrar o negócio, que hoje é uma sociedade entre Adriana, seu marido e seu cunhado, a empreendedora realizou cursos de gestão, estudou sobre precificação, legislação e documentação. Além disso, Adriana se debruçou sobre o universo de segurança de alimentos.

No total, 100 pratos compõem o cardápio da Mandala. As criações são todas de Adriana, que busca uma consultoria nutricional para garantir que o alimento seja sempre saudável. “Saudável, mas também saboroso. Nós prezamos pelo sabor. Acreditamos que, mesmo que seja saudável e restritivo, o alimento tem que ser gostoso”, afirma a empreendedora.

Além disso, a empresa também cria cardápios especiais (como para dietas líquidas, por exemplo) para hospitais, um de seus principais clientes. Ao todo, são produzidas cerca 4,5 toneladas de alimento por mês na cozinha da Mandala. “As receitas são criadas a partir daquilo que os clientes nos pedem e também a partir daquilo que meu filho, Léo, sente vontade de comer, mas não pode. Eu também me inspiro muito no que está acontecendo de novo no segmento de alimentação”, afirma Adriana.

Depois de prontos, os alimentos são todos congelados e têm data de validade de até 90 dias.

Todas as opções podem ser adquiridas na loja da fábrica, no bairro paulistano de Perdizes, ou via e-commerce. Devido à atuação da empresa, os produtos são entregues apenas na capital paulista, onde a Mandala tem clientes físicos e também atende hospitais, escolas e empresas.

Segundo afirma Adriana, a Mandala deve fechar o ano de 2017 com um faturamento de R$ 820 mil, valor que representa um crescimento de 260% em relação ao ano anterior. Só em novembro passado, a empresa arrecadou R$ 105 mil.

Para 2018, o objetivo é aumentar a área de atuação da Mandala, atingindo todo o estado de São Paulo e chegar ao Rio de Janeiro. Para isso, Adriana já pensa em buscar um investidor disposto a apostar no negócio.

Fonte: PEGN