Veterinários formados a distância são proibidos de exercer profissão

Veterinários formados a distância são proibidos de exercer profissão

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Tocando de Primeira

Uma resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proibiu a inscrição de formados nos cursos realizados na modalidade de ensino a distância. A medida impacta 2.020 alunos de três instituições de ensino: Universidade Brasil, Centro Universitário Sociesc e Centro Universitário Una de Bom Despacho.

Na prática, sem a inscrição no Conselho, o aluno fica impedido de exercer sua profissão em todo o país. Segundo o CFMV, os profissionais que ministrarem disciplinas ou estiverem envolvidos na gestão dos cursos a distância estão sujeitos à responsabilização ético-disciplinar.

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A autorização dos cursos a distância é uma atribuição do Ministério da Educação (MEC). Em um curso de graduação convencional, as diretrizes curriculares do MEC permitem que 20% da carga horária da graduação seja realizada em aulas online, desde que restritas a conteúdos meramente teóricos. Nos casos vetados pela resolução do Conselho, porém, todo o curso seria feito a distância.

Em nota, o CFMV afirma que o curso a distância “impede a realização de aulas práticas essenciais para preparar o bom profissional”. O Conselho também defende que os outros 80% das aulas sejam ministradas exclusivamente sob a modalidade presencial, inclusive, com estágio profissional.

Segundo o Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior (e-MEC), há 13 cursos a distância autorizados pelo MEC, mas somente nas três instituições as atividades foram iniciadas – em nenhuma das três as atividades foram concluídas, ou seja, até o momento não há médicos veterinários formados na modalidade a distância. Dos 2.020 alunos registrados, 1.500 pertencem à Universidade Brasil.

Somadas, as outras dez instituições autorizadas podem oferecer 45.830 vagas anuais. Procurados, o MEC e a Universidade Brasil não comentaram a decisão do Conselho Federal de Medicina Veterinária até o momento da publicação desta reportagem.

Fonte: Veja

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