Conselho Nacional de Educação aprova a Base Comum Curricular do Ensino Médio

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Conselho Nacional de Educação aprova a Base Comum Curricular do Ensino Médio

Conselho Nacional de Educação aprova a Base Comum Curricular do Ensino Médio

O Conselho Nacional de Educação aprovou o conteúdo mínimo para o ensino médio em todo o Brasil. Só português e matemática têm carga obrigatória nos três anos do ensino médio.

A Base Nacional Comum Curricular é o documento com referências sobre o que tem que ser ensinado em todas as escolas de ensino médio no país, nas redes pública e privada. Atinge quase 8 milhões de alunos. A grande maioria, quase 7 milhões, na rede pública.

Segundo a lei da Reforma do Ensino Médio, 60% da carga horária serão compostos de conteúdo comum para todos os alunos. Essa base deve ser formada por quatro áreas: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas e sociais. Matemática e português serão disciplinas obrigatórias nos três anos do ensino médio. O inglês como língua estrangeira é obrigatório, mas não precisa estar nos três anos. Todo esse conteúdo foi aprovado nesta terça pelo conselho.

Já os outros 40% do currículo, que são flexíveis, como aprofundamento das áreas de biologia, física, química e ensino técnico, não foram tratados. A previsão é que isso aconteça em até três meses. Essa é a parte em que os alunos escolhem suas áreas de preferência.

O professor Chico Soares, que até segunda (3) era o relator do documento, se absteve de votar. Pediu mais discussão sobre a parte flexível: “a lei diz: deve existir uma parte comum e deve existir uma parte específica. A parte específica, que são os itinerários, não foi tratada. E isso é uma grande ausência. Por que que ela não foi tratada? Na minha maneira de entender, porque ali seria a expressão das disciplinas”.

O presidente do Conselho Nacional de Educação, Eduardo Deschamps, diz que a base é um ponto de partida para a melhora do ensino médio: “a base são referências de currículo. O que vai fazer o impacto mesmo é a reelaboração dos currículos e das propostas pedagógicas pelas redes tendo como referência tanto a base quanto as próprias diretrizes curriculares nacionais”.

O documento aprovado nesta terça (4) estava em discussão desde abril e deverá ser homologado pelo Ministério da Educação nos próximos dias. Na prática, a base deverá começar a ser implementada nos estados em 2020.

A educadora Priscila Cruz diz que, agora, Governo Federal, governos estaduais e escolas vão ter que trabalhar juntos para implantar as mudanças. “Os estados agora têm uma tarefa muito importante que é à luz dessa nova Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio produzir os currículos estaduais. A gente tem uma crise de aprendizagem gigantesca no ensino médio, que a gente precisa resolver e agora, com a reforma do ensino médio e a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, é possível a gente dar passos mais largos”, destaca Priscila Cruz, Todos pela Educação.

Fonte: G1